Os setores de energia e turismo foram fundamentais para o crescimento, enquanto o setor imobiliário manteve sua importância, ligado à expansão de projetos turísticos
SANTO DOMINGO – A República Dominicana atraiu US$ 3.276,5 milhões em investimento estrangeiro direto (IED) durante o primeiro semestre de 2026, segundo dados preliminares do Banco Central da República Dominicana (BCRD).
O valor representa um aumento de US$ 233,4 milhões, equivalente a 7,7%, em comparação com o mesmo período de 2025, e confirma uma tendência de crescimento sustentado: o IED no primeiro semestre do ano aumentou de forma constante, partindo dos US$ 1.727,5 milhões registrados no mesmo período de 2021, segundo a série histórica publicada pela própria instituição.
Do total recebido, aproximadamente US$ 2.194,6 milhões, cerca de dois terços das entradas, corresponderam a novas contribuições de capital de investidores. Somente entre abril e junho, US$ 1.604,6 milhões entraram no país com essa finalidade.
O turismo, um motor de divisas e investimento imobiliário
Segundo o Banco Central da República Dominicana (BCRD), metade dos fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no primeiro semestre do ano foi destinada aos setores de energia (27,8%) e turismo (20,1%), que continuam sendo os principais impulsionadores da entrada de capital estrangeiro. Além do investimento direto, o turismo gerou US$ 6.716 milhões em divisas durante os primeiros seis meses do ano, cerca de US$ 891,2 milhões a mais do que no mesmo período de 2015, representando um aumento de 15,3%, impulsionado principalmente por um aumento de 7,9% no número de visitantes, que ultrapassou 6,5 milhões de pessoas.
O desenvolvimento imobiliário, identificado na segmentação setorial do Banco Central da República Dominicana (BCRD) como "imobiliário", contribuiu com 12,4% do investimento estrangeiro direto (IED) total no primeiro semestre do ano, a mesma proporção que a mineração. A instituição atribuiu esse desempenho diretamente à expansão do turismo e ao lançamento de novos projetos associados a esse setor.
A distribuição setorial restante foi composta pelo setor comercial (10,6%), zonas francas (6,6%), transportes (4,3%) e outros setores (5,9%). O Banco Central reiterou que o investimento estrangeiro continua a ser sustentado pela estabilidade econômica e política do país, segurança jurídica, incentivos fiscais, infraestrutura moderna e avanços nas telecomunicações — fatores que influenciam diretamente a confiança dos investidores em projetos turísticos e imobiliários.
Um semestre robusto em ganhos de moeda estrangeira
O Banco Central destacou que a receita combinada gerada por investimento estrangeiro direto, remessas, turismo, exportações de bens e outros serviços ultrapassou US$ 26,5 bilhões entre janeiro e junho de 2026, cerca de US$ 2,8 bilhões acima do mesmo período de 2025, o que contribuiu para a relativa estabilidade da taxa de câmbio e para a acumulação de reservas internacionais.
O Banco Central da República Dominicana (BCRD) mantém sua projeção de que o investimento estrangeiro direto ultrapassará US$ 5,3 bilhões até o final de 2026, apesar da concorrência e dos desafios identificados pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em seu Relatório Mundial de Investimentos deste ano. Segundo o BCRD, o turismo e o setor imobiliário continuam sendo dois dos setores com maior peso relativo nesse fluxo.
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