José Simón Fuertes argumenta que o crescimento da banca digital dependerá do fortalecimento da cibersegurança, da gestão de riscos e da proteção da informação
SANTO DOMINGO– Com a aceleração da digitalização dos serviços das instituições financeiras, a cibersegurança deixou de ser um componente exclusivamente tecnológico e tornou-se um dos principais fatores que determinarão a confiança do usuário e a sustentabilidade do sistema financeiro.
A declaração foi feita por José Simón Fuertes, gerente sênior de Segurança Cibernética e Segurança da Informação da Associação de Poupança e Empréstimo La Vega Real (ALAVER), durante sua participação no Congresso de Serviços Fiduciários e Certificação Digital da República Dominicana, organizado pelo Instituto Dominicano de Telecomunicações (INDOTEL).
Conforme explicou o executivo, o crescimento dos serviços financeiros digitais está forçando as instituições a fortalecerem seus sistemas de proteção contra ameaças cibernéticas, ao mesmo tempo que desenvolvem mecanismos que garantam a identidade digital, a certificação eletrônica e a segurança das transações.
"A confiança digital é um dos pilares sobre os quais se baseará a próxima etapa da evolução do sistema financeiro", explicou ele durante a reunião.
A cibersegurança está deixando de ser uma questão tecnológica para se tornar uma questão estratégica
Durante o congresso, onde moderou um dos painéis de discussão, Fuertes destacou que as organizações enfrentam um ambiente digital cada vez mais complexo, no qual os riscos evoluem no mesmo ritmo que as tecnologias utilizadas por empresas e consumidores.
Ele indicou que esse cenário exige a combinação de ferramentas tecnológicas, marcos regulatórios e modelos de gestão de riscos capazes de proteger tanto as informações do usuário quanto a continuidade das operações financeiras.
Em sua visão, o preparo das instituições deve se concentrar não apenas na resposta a incidentes, mas também no desenvolvimento de capacidades para antecipar ameaças potenciais e reduzir seu impacto.
Os serviços digitais exigem maior confiança
O executivo argumentou que a expansão de soluções como identidade digital, certificação eletrônica e outros serviços confiáveis dependerá em grande parte da percepção de segurança que cidadãos e empresas têm em relação aos canais digitais.
Nesse contexto, ele considerou que a transformação digital do sistema financeiro deve ser acompanhada por investimentos permanentes em cibersegurança e por uma cultura organizacional orientada para a prevenção e a gestão de riscos.
Debate sobre o futuro digital
Durante o Congresso de Serviços de Confiança e Certificação Digital, representantes dos setores público e privado analisaram os desafios associados à transformação digital, ao fortalecimento da confiança eletrônica e à evolução dos marcos regulatórios para apoiar a inovação tecnológica.
O intercâmbio proporcionou uma oportunidade para discutir tópicos relacionados à proteção de dados, identidade digital, certificação eletrônica e estratégias para fortalecer a resiliência das organizações diante das crescentes ameaças cibernéticas.
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