Ele argumentou que o próximo passo para aquele distrito é implementar um trabalho mais coordenado entre os setores
SANTO DOMINGO - A região leste da República Dominicana passou por uma transformação sem precedentes, consolidando-se como um dos principais centros turísticos do Caribe, com expansão contínua em infraestrutura, conectividade, desenvolvimento imobiliário e geração de empregos.
No entanto, seu crescimento também apresenta um desafio incontornável: avançar para níveis mais elevados de planejamento e organização territorial que garantam sua sustentabilidade ao longo do tempo.
Essa é a visão de Fernando Hazoury, presidente do Conselho de Administração da Cap Cana, que ressaltou que esse desenvolvimento não pode se limitar ao crescimento, mas deve ser feito de forma ordenada, com uma visão clara e regras a serem respeitadas.
Trabalho articulado, o próximo passo
O empresário do setor turístico argumentou que o próximo passo para a região leste é implementar um esforço mais coordenado entre os setores, visando consolidar um modelo de desenvolvimento estruturado, semelhante ao de grandes destinos que evoluíram de forma organizada sob planos diretores.
“A experiência tem demonstrado que, quando há coordenação, planejamento e comprometimento conjunto, os resultados não são apenas visíveis, mas também sustentáveis. Cap Cana, por exemplo, é um destino que foi concebido desde o início com base em um plano diretor, planejado e organizado em etapas de desenvolvimento, com investimentos 100% privados e um modelo em que a infraestrutura para serviços e comodidades foi desenvolvida primeiro, e posteriormente o desenvolvimento dos produtos a serem comercializados”, acrescentou.
Após detalhar o caminho percorrido pela marca que lidera para se alinhar às demandas do mercado e diversificar sua oferta, Hazoury explicou que aspira a começar a oferecer outros tipos de turismo em um futuro próximo, como turismo de saúde, turismo cultural e outros que já estão nos planos. "Somos uma comunidade onde você pode morar, trabalhar, se divertir, relaxar e viajar", enfatizou.
Um fator-chave para a economia
O empresário opinou que o turismo, juntamente com o desenvolvimento de projetos turísticos e imobiliários em larga escala, continua sendo um dos principais motores da economia nacional, devido ao seu significativo impacto transversal na criação de empregos, na geração de divisas e na revitalização de múltiplos setores produtivos, como agricultura, indústria, transporte e serviços.
“O turismo dominicano não é uma promessa, é uma realidade inegável. É uma indústria que demonstra, há décadas, sua capacidade de resistir, se adaptar e continuar crescendo, mesmo em cenários adversos”, afirmou.
Ele acrescentou que o crescimento sustentado da região leste do país é um exemplo concreto do que pode ser alcançado quando existe uma visão compartilhada entre o setor privado, o Estado e as diversas indústrias.
Hazoury enfatizou a necessidade de preservar um clima de estabilidade e confiança que permita ao país continuar atraindo investimentos estrangeiros e fortalecendo sua posição como um destino internacional competitivo, destacando o papel dos principais empreendimentos turísticos.
“Por exemplo, em Cap Cana temos atualmente mais de 9.000 quartos em operação, entre imóveis e hotéis, e a projeção é de que esse número ultrapasse 15.000 nos próximos 36 meses, superando assim o número existente em destinos turísticos belíssimos que iniciaram suas atividades há aproximadamente 50 anos, como as províncias de Samaná e Bayahíbe, entre outras. E tudo isso se traduz em muitos outros benefícios, incluindo um impacto econômico direto e indireto em outros setores industriais do país.”.
Turismo resiliente
Fernando Hazoury destacou a resiliência do setor turístico dominicano, particularmente nos últimos seis anos, período em que o país enfrentou desafios globais complexos, desde crises sanitárias a pressões econômicas internacionais, conseguindo não apenas se recuperar, mas emergir ainda mais forte. “Como sempre digo, o turismo é o nosso petróleo. Por isso, em um momento como este, é essencial agir com prudência, coerência e visão de longo prazo, priorizando sempre os interesses do país”, enfatizou.
O empresário elogiou o trabalho conjunto realizado pelo Estado e pelo setor privado, destacando que essa sinergia tem sido fundamental para consolidar o país como um dos destinos turísticos mais competitivos da região.
Mantenha uma abordagem unificada
Considerando o atual cenário internacional, marcado pela incerteza econômica, pressões inflacionárias e oscilações nos mercados globais, Hazoury reiterou a importância de manter uma abordagem unificada: “Agora, mais do que nunca, o país precisa de coesão. Todos os setores devem trabalhar em harmonia, com responsabilidade e senso de propósito, entendendo que o turismo não é um setor isolado, mas sim uma estrutura que sustenta grande parte da nossa economia”, afirmou.
Ele concluiu que a marca República Dominicana, construída ao longo de anos de promoção estratégica, juntamente com a segurança jurídica e uma localização geográfica privilegiada, continuam sendo fatores-chave para manter a competitividade do destino.
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