SANTO DOMINGO. Os 92 processos contratuais do Comité Institucional Codiano (CIC), previstos na Lei 16-26, já começaram a ser analisados pela Comissão Executivae existe a possibilidade de serem validados antes do final deste ano, informou o Subsecretário das Finanças, Derby de los Santos, durante uma reunião realizada na passada terça-feira com representantes da direção da entidade.
Em declarações à imprensa, o porta-voz da CIC informou que o vice-ministro De los Santos, que presidiu à reunião em nome do presidente da Comissão Executiva, indicou ainda que, caso existam verbas disponíveis, os pagamentos poderão ser efetuados até ao final de 2026. Caso contrário, serão efetuados durante o ano de 2027.
O responsável considerou que o montante devido aos contratados da CIC não representa um montante significativo dentro do processo geral de implementação da legislação.
O engenheiro Miguel Liberato afirmou que os anúncios feitos pelo funcionário "constituem um dos avanços mais importantes comunicados à CIC até agora desde a promulgação da Lei 16-26", porque inúmeros empreiteiros incluídos na legislação têm vindo a exigir há décadas o reconhecimento e o pagamento pelo trabalho realizado por parte do Estado.
Diferenças em relação à supervisão
Durante a reunião, surgiu também uma divergência de interpretação relativamente à supervisão estabelecida pela legislação, uma vez que a Comissão Executiva aparentemente entende que os observadores não devem participar nas suas sessões.
Esta posição foi contestada por Liberato, que defendeu que excluí-los do trabalho limita materialmente o exercício dos poderes que lhes são conferidos pela própria lei.
O porta-voz dos empreiteiros explicou que o artigo 16.º atribui aos observadores uma função institucional destinada a reforçar a transparência, a confiança e a correta execução da Lei 16-26.
Esclareceu ainda que os observadores não têm poder de decisão, mas necessitam de acesso atempado à informação e de conhecimento directo das acções da Comissão para cumprir eficazmente a sua responsabilidade de supervisão.
O comité realiza reuniões regulares
Segundo Liberato, o vice-ministro informou que a Comissão Executiva mantém um ritmo de trabalho com reuniões quinzenais e que, ocasionalmente, estas são realizadas semanalmente.
De los Santos prometeu ainda manter contacto com o arquiteto Emiliano Familia, presidente interino do CIC, para acompanhar o andamento dos processos relacionados com os seus empreiteiros.
Estão a analisar o procedimento para casos de empreiteiros falecidos
O Vice-Ministro solicitou a colaboração da CIC, fornecendo a documentação relativa aos casos de empreiteiros falecidos. A este propósito, informou que a Comissão está a analisar se um documento autenticado em notário será suficiente para tramitar estes processos, ou se será necessária uma decisão judicial que determine formalmente o estatuto dos herdeiros.
A reunião contou ainda com a presença de representantes do Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED), liderados pelo assessor José Lois Malkun. O engenheiro Fausto del Rosario também esteve presente, assim como Familia e Liberato.
Por fim, Liberato descreveu o início dos trabalhos nos 92 processos da CIC como positivo, mas reiterou que manterão uma supervisão ativa do processo, uma vez que o objetivo final é que as dívidas reconhecidas sejam pagas e que os contratados possam receber o pagamento enquanto ainda estão vivos.
Leituras recomendadas:
- A CIC pede ao novo presidente da CODIA que ratifique a nomeação de observadores perante a Comissão de Lei 16-26
- Eles estão solicitando ao Tesouro que preste contas ao Congresso sobre os pagamentos a empreiteiras
- Três meses após a Lei 16-26, empreiteiros relatam atrasos e falta de informações sobre pagamentos



