SANTO DOMINGO -O presidente da Junta de Aviação Civil (JAC), Héctor Porcella, declarou que o acordo de céus abertos assinado com os Estados Unidos deverá entrar em vigor no início do próximo ano, após ser validado pelo Tribunal Constitucional e pelo Congresso Nacional.
Destacando os benefícios que o novo acordo trará para impulsionar o turismo e o comércio entre o país e o resto do mundo, Porcella lembrou que, além de Cuba e Venezuela, a República Dominicana era o único país da América Latina que não tinha um acordo de céus abertos com os Estados Unidos.
Ele afirmou que, por mais de 25 anos, o Estado Dominicano tentou, sem sucesso, formalizar esse intercâmbio com os Estados Unidos, até que o presidente Luis Abinader, o ministro do Turismo David Collado e as autoridades aeronáuticas do país assumiram a responsabilidade de torná-lo realidade.

Hector Porcella. (Fonte externa).
“Até então, tínhamos 70 acordos semelhantes com outros países, embora não precisamente com o nosso principal parceiro político, económico e turístico, que são os Estados Unidos da América”, observou.
Ele acrescentou que agora “é apenas uma questão de tempo até que o acordo seja validado pelo Tribunal Constitucional e pelo Congresso da República, para que possa entrar em pleno vigor, criando as condições para expandir a conectividade aérea do país e superar alguns obstáculos que impedem as companhias aéreas registradas na República Dominicana de viajar para qualquer destino nos Estados Unidos”.
Outros dez acordos de céus abertos
Porcella revelou que na próxima semana as autoridades de aviação do país viajarão para a Malásia para participar de uma das principais reuniões da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAN-ICAO 2024), onde o país pretende avançar com mais 10 acordos com o mesmo número de países.
Ele informou que acordos de céus abertos serão assinados em breve com a Argentina e diversos países africanos. Anunciou também que a República Dominicana sediará a ICAN-ICAO 2025 no próximo ano, reafirmando seu status como um dos centros mais importantes da aviação civil no mundo.
Ele observou que a República Dominicana é um território insular e um dos principais destinos turísticos da América Latina – perdendo apenas para o México – e que, para continuar crescendo de forma sustentável, precisa de um sistema de aviação altamente competitivo, meta estabelecida pelo governo do presidente Abinader.
Ele indicou que o acordo com os Estados Unidos significará que as companhias aéreas do país, que atualmente estão em um processo de crescimento dinâmico, terão maiores facilidades para operar novas rotas para diversas cidades nos Estados Unidos, fortalecendo a frota aeronáutica local.
Referindo-se ao benefício direto que os dominicanos residentes nos Estados Unidos deveriam receber, ele disse que o acordo terá um impacto na redução dos preços das passagens aéreas, como resultado da expansão da oferta de mercado, que também será impulsionada por outras medidas que o Governo está adotando para ampliar as facilidades para as companhias aéreas, incluindo a redução de 50% no imposto sobre o combustível de aviação.




