"Acreditamos ser apropriado aproveitar o diálogo no âmbito do Conselho Econômico e Social (CES) para definir indicadores alcançáveis com os setores envolvidos, com vistas a propor posteriormente um pacto fiscal favorável a todos", afirmou o arquiteto Jorge Montalvo, presidente da ACOPROVI.
SANTO DOMINGO- Sábio, inteligente, astuto, preciso, positivo e a melhor decisão foram os adjetivos usados por representantes do setor imobiliário para definir o anúncio do presidente Luis Abinader de não aplicar uma nova reforma tributária ao povo dominicano.
“Consideramos a decisão sábia e inteligente, visto que praticamente nenhum setor ou emprego está se recuperando; não era o momento de sobrecarregar o país com mais impostos, não seria justo quando estamos saindo de uma pandemia que afetou negativamente muitos setores da economia”, declarou Alberto Bogaert, presidente da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI).
“Devemos sempre ter cuidado”, salientou, “com os setores que mais contribuem para a economia, e el inmobiliario e a construção civil estão entre os que mais contribuem para o Produto Interno Bruto (PIB). Acredito que o que está funcionando deve ser mantido como está.”.
Bogaert entende que a proposta do presidente de monitorar para onde os recursos do Estado estão sendo direcionados e de reduzir os gastos do governo para aliviar o déficit existente deve ser seguida à risca.
Leonel De la Cruz, da HogariumRD, acredita que, num momento em que os preços de praticamente tudo estão subindo enquanto a renda está estagnada, foi uma decisão sábia não aumentar os impostos, pois isso teria um impacto negativo. “O setor da construção civil, que certamente é um dos maiores contribuintes para o crescimento econômico do país, teria sido severamente afetado. Acho que o presidente recebeu excelentes conselhos.”.
Para Alenny Garabito, da TimeHomes Real Estate, abandonar a reforma tributária foi uma decisão acertada e inteligente, pois os preços dos materiais de construção e dos imóveis aumentaram significativamente. Ele entende que a recente onda de especulações sobre a reforma tributária no país levou as pessoas a adiarem as compras devido à incerteza.
"Foi uma boa decisão que traz paz à população porque, como o setor está em crescimento, qualquer novo aumento somado aos já existentes teria sido catastrófico.".
Ele apelou a todos os dominicanos para que apoiassem as ações e propostas do governo a partir de suas respectivas esferas de influência, para que o país pudesse avançar. Sugeriu que reclamassem menos e trabalhassem mais.
ACOPROVI
“Acreditamos que a decisão tomada por Sua Excelência o Presidente Luis Abinader é muito sábia e positiva. É verdade que estamos em um momento de recuperação econômica em que devemos preservar os diferentes setores e continuar fortalecendo o ritmo de crescimento econômico do país. Da mesma forma, consideramos apropriado aproveitar o diálogo no âmbito do Conselho Econômico e Social (CES) para estabelecer indicadores alcançáveis com os setores envolvidos, com vistas a propor posteriormente um pacto fiscal favorável a todos”, declarou o arquiteto Jorge Montalvo, presidente da Associação de Construtores e Incorporadores de Habitação (ACOPROVI).




