SANTO DOMINGO.- Os pais e a esposa do jovem policial Virgilio Rafael Cruz Aponte, uma das vítimas fatais da tragédia ocorrida na boate Jet Set, registraram ontem, segunda-feira, uma queixa-crime contra os proprietários do estabelecimento, Antonio Espaillat López e Elsa Grecia López, e a empresa E e L, SR L, por homicídio culposo.
Félix Portes, advogado dos demandantes Aidé Dolores Aponte Moni e Dionnis Rafael Cruz Rosario, pais da vítima, e de sua viúva, Wendely Manelí Ramírez Gómez, afirmou que a ação judicial inclui um processo contra o Estado por suposta negligência no cumprimento de seu dever de supervisão.
A acusação estende-se também à Prefeitura do Distrito Nacional, por não ter monitorizado adequadamente o uso do solo e a segurança da estrutura da boate, cujo telhado desabou na terça-feira, dia 8, causando até à morte 231 pessoas, incluindo a de um membro da Polícia Nacional.
O advogado disse que ainda não determinaram o valor da indenização.
Cruz Aponte era originário da província de La Altagracia, localizada no leste da República Dominicana, onde recebeu um enterro cristão sem que seu corpo fosse exposto ao público devido à sua deterioração.
O teto da boate desabou enquanto a cantora de merengue Rubby Pérez, que também morreu no local, se apresentava em uma festa com cerca de 600 pessoas, segundo as autoridades. Além das vítimas fatais, mais de 100 pessoas ficaram feridas.
Foto da capa: Listín Diario.




