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Empreiteiros protestam em frente ao Palácio Nacional, dizendo estarem cansados ​​da "vertigem" do Ministério da Habitação

SANTO DOMINGO - Um grupo de empreiteiros protestou ontem em frente ao Palácio Nacional, buscando chamar a atenção do governo e receber o pagamento de uma dívida acumulada há mais de 20 anos. O grupo pede, mais uma vez, a intervenção do presidente Luis Abinader para que suas reivindicações sejam atendidas.

O grupo de homens e mulheres da indústria da construção civil questionou o que o governo quer, visto que, após três anos no poder, não lhes pagou os salários, e que "estão cansados ​​de serem enrolados no MIVHED, o Ministério da Habitação, Habitat e Edificações, de serem enganados, ludibriados e, além disso, de nem sequer serem recebidos".

Eles alertaram que continuarão a luta até que o presidente Abinader ordene o pagamento da dívida pendente, que inclui 260 milhões para acertos finais referentes à devolução de fundos retidos de centros de diagnóstico e outros 260 milhões para descontos nos juros de linhas de crédito aprovadas pelo governo para a continuidade das obras, mas que também não foram pagos.

“Senhor Presidente, o senhor é um homem nobre, um homem honrado. Esses homens e mulheres que estão aqui arriscam suas vidas para entregar trabalhos de qualidade ao país, e não é justo que sejamos deixados a mendigar nas ruas como se fôssemos mendigos. Queremos trabalhar honestamente e ganhar a vida, mas também precisamos de ações governamentais eficazes para nos pagar”, disse o engenheiro Nelson Núñez.

Ele disse que eles estão exigindo o pagamento por hospitais, escolas, estradas, pontes, entre outras obras, porque vêm reivindicando esses pagamentos há mais de 20 anos.

“507 contratos para dívidas antigas, sorteios para 50 Centros de Diagnóstico e Atenção Primária, contratos referentes à reforma de 56 Hospitais e à construção de escolas”, explicaram os profissionais.

Eles lembraram ao presidente que, em reuniões realizadas em 2015 e 2019, ele foi informado da difícil situação que enfrentavam devido ao não cumprimento das dívidas do Estado referentes a obras concluídas e em operação.

“Em 2020, o Ministério da Presidência recebeu dos requerentes a documentação analisada pelas diversas instituições contratantes. Estamos cientes da sua compreensão, apoio e interesse em resolver a situação, visto que, após assumir o poder, o senhor incumbiu os funcionários do governo de encontrar uma solução. No entanto, o que se fez nos últimos três anos foi complicar ainda mais as coisas com burocracia desnecessária”, afirmou o Comitê Institucional Codiano (CIC) em um comunicado à imprensa.

O documento argumenta que a maioria dos demandantes perdeu o patrimônio acumulado ao longo de décadas de trabalho. "Nossas oportunidades de ascensão profissional foram reduzidas a tal ponto que não podemos mais nem mesmo participar de sorteios para projetos de obras públicas", enfatizam.

Os profissionais afirmam confiar em Abinader para uma solução rápida no pagamento de suas dívidas.

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