“Não estamos pedindo privilégios ou favores, mas sim que nossos direitos sejam reconhecidos após cumprirmos nossas obrigações.”«.
SANTO DOMINGO– Um grupo de empreiteiros pertencentes ao Comitê Institucional Codiano (CIC) solicitou ao novo Ministro da Fazenda, Majín Díaz, que intervenha prontamente para desbloquear o processo de pagamento de uma dívida acumulada do Estado de 336 milhões de pesos, correspondente a obras públicas concluídas, entregues e em operação há anos.
Por meio de uma carta assinada pelo arquiteto Emiliano Familia, afirma-se que a inação durante os últimos cinco anos do atual governo impediu o processamento efetivo dessas dívidas, afetando 82 empreiteiras que cumpriram seus compromissos contratuais e aguardam justiça administrativa.
O documento indica que, durante a administração anterior do Tesouro, foi estabelecida uma lista de 15 documentos que as instituições contratantes devem fornecer como requisitos para autorizar pagamentos, mas muitas dessas entidades devedoras afirmaram que parte dessa documentação desapareceu de seus arquivos, situação que paralisou o processo de pagamento, sem que tenha sido proposta qualquer solução concreta para compensar a ausência de documentos públicos.
Os empreiteiros lembram que, em maio passado, a Ministra sem Pasta, Engenheira Deligne Ascención, convocou uma reunião com o então Ministro da Fazenda e Presidente da CODIA, Carlos Mendoza, para estabelecer requisitos mínimos para facilitar os pagamentos. No entanto, após essa reunião, foi reiniciada uma revisão redundante de processos que já haviam sido avaliados pelo Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (Mivhed).
“O desaparecimento de documentos públicos não deve servir de desculpa para negar os direitos dos empreiteiros”, afirmaram, descrevendo a falta de soluções, apesar dos esforços realizados, como “profundamente preocupante”.
A CIC propõe uma solução legal e viável para o impasse, baseada no reconhecimento, por parte do Controlador Geral da República, de que cada contratado recebeu um adiantamento inicial, o que comprova que seu processo foi legalmente registrado, incluindo orçamento e contrato.
Propõe-se ainda a substituição dos documentos em falta por um relatório do consultor jurídico da instituição devedora, reconhecendo a existência da obra e da dívida, bem como uma declaração da situação financeira emitida pela instituição contratante.
Eles também sugerem utilizar o acervo de documentos ainda disponíveis nos arquivos das instituições contratantes e estabelecer um cronograma de pagamentos claro e transparente.
“Não estamos pedindo privilégios ou favores, mas sim que nossos direitos sejam reconhecidos após cumprirmos nossas obrigações”, afirma o arquiteto Familia, representando os membros da equipe de engenheiros contratada: Aníbal Rincón, Nelson Núñez, Samuel Peña, Eugenio Matos, Ruddy Celedonio, Ovidio Rosario e Miguel Liberato.
A CIC conclui sua declaração expressando confiança de que o novo Ministro das Finanças tomará as medidas necessárias para resolver essa dívida histórica com senso de justiça, legalidade e responsabilidade institucional.




