Por Pedro Ardón
El Inmobiliario
SANTO DOMINGO – O projeto de lei de Modernização Tributária trouxe propostas que impactam diretamente os mercados dominicanos em diversos setores. O setor imobiliário, por exemplo, enfrenta mudanças no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPI), onde a isenção mínima passará a ser equivalente a uma residência popular (RD$ 5.025.380,75). O economista Francisco Taveras avalia as potenciais consequências dessa medida.
"O fato de grande parte dos dominicanos ter que pagar impostos quando a isenção para residências no país é de US$ 175.557,9, um valor que, de acordo com os parâmetros regionais, é alto, deve ser levado em consideração quando comparado aos níveis de renda do trabalho, que são baixos", diz Taveras.
Como resultado, explica ele, as possibilidades de adquirir uma casa acima desse preço serão afetadas, levando em consideração os custos tributários anuais envolvidos. Em relação à produção de novos imóveis, a atividade tenderá a desacelerar devido à queda na demanda.

Francisco Taveras. (Fonte externa).
“Os compradores de imóveis farão uma análise de custo-benefício entre alugar e comprar. Claramente, alugar agora será mais vantajoso economicamente, porque os serviços de habitação para aluguel continuarão isentos”, afirma ele.
Embora sem dúvida afete o desenvolvimento imobiliário a curto e médio prazo, sua sustentabilidade a longo prazo dependerá das políticas econômicas estabelecidas pelo governo em relação aos projetos de infraestrutura, explica o especialista.
“Se o poder de compra da população melhorar em termos de rendimento do trabalho, isso pode compensar as perdas a curto prazo, o que pode devolver o dinamismo que o setor potencialmente perderia”, argumenta ele.
Elementos progressivos
Da mesma forma, ele entende que a população deve se concentrar nos efeitos a longo prazo das iniciativas governamentais para o desenvolvimento nacional, uma vez que a reforma possui elementos progressistas que darão equidade a diferentes contribuintes, de acordo com seu poder aquisitivo, citando o turismo, o cinema, a indústria manufatureira, a indústria têxtil e o desenvolvimento das fronteiras.
"Eliminar isenções injustas, como a importação de veículos para legisladores e de combustível para setores econômicos que não geram energia para o sistema elétrico nacional.".
Um duro golpe para a classe trabalhadora
Taveras descreve o golpe que a classe trabalhadora de baixa e média renda receberá como duro, mas comenta que as modificações tributárias propostas não são perfeitas, nem deveriam ser, porque implicam custos adicionais para os setores sociais e econômicos que teriam que fazer um esforço extra para pagar impostos, buscando obter um equilíbrio adequado.
A eliminação seletiva ou o desmantelamento gradual, que dependem do progresso do desenvolvimento, é a metodologia considerada prudente ao lidar com incentivos, levando em conta que, da mesma forma que existem enclaves turísticos bem desenvolvidos, a República Dominicana ainda enfrenta desafios nas regiões Noroeste e Sudoeste.
“O investimento público pode ser um aliado do investimento privado, e os incentivos não devem se limitar apenas à tributação. Outros incentivos podem ser oferecidos por meio da melhoria dos serviços públicos, do desenvolvimento de uma boa infraestrutura e da elevação do nível de educação em áreas turísticas.”.
Em conclusão, ele encorajou os setores a serem pacientes, pois o bem-estar geral da população por meio da equidade, justiça e segurança é claramente o que se busca com essas mudanças.




