DUBAI – A República Dominicana continua a se posicionar no cenário global como um centro estratégico para comércio e investimento. Durante a Cúpula Mundial de Governos de 2026 em Dubai, Sultan Ahmed bin Sulayem, Presidente e CEO do grupo de logística DP World, enfatizou que o país consolidou sua posição como um destino confiável para o capital internacional graças à sua estabilidade econômica e ambiente de negócios favorável.
“O país é atraente porque há confiança, há fluxo econômico e há um governo que apoia o desenvolvimento empresarial”, afirmou o executivo, referindo-se ao ambiente de investimento dominicano. Essas observações fazem parte de uma narrativa mais ampla na qual o país busca se tornar um centro logístico regional capaz de conectar mercados na América Latina, no Caribe e na Costa Leste dos EUA.
Um país que almeja ser a ponte do comércio
O presidente Luis Abinader reafirmou no mesmo palco que a nação "está se consolidando como um centro logístico estratégico para o comércio internacional", apoiada por sua estabilidade democrática e parcerias público-privadas.
A localização geográfica tem sido um argumento fundamental. Segundo o presidente, o país serve como uma ponte natural entre o Caribe e os principais mercados do continente, abrindo novas oportunidades de negócios e empregos. Essa abordagem se reflete em projetos concretos, como o Porto de Manzanillo, que está em andamento como um projeto concebido para expandir a capacidade logística nacional, facilitar as exportações e fortalecer a conectividade comercial.
Em paralelo, o Governo tem mantido conversações com outros países, como o Paraguai e o Equador, para utilizar o polo dominicano como plataforma para exportações agrícolas para mercados internacionais, um sinal claro de que o país procura tornar-se um nó de distribuição regional.
Punta Cana: a prova de que uma visão territorial pode transformar regiões
Para investidores internacionais, o apelo da República Dominicana vai além de seus portos e zonas francas. O turismo, e Punta Cana, é um exemplo concreto do que uma estratégia consistente pode alcançar.
Bin Sulayem enfatizou que destinos como este demonstram “como uma visão estratégica pode transformar territórios em polos de crescimento com conexões diretas com a Europa e as Américas”. O executivo também observou que a DP World opera no país há 25 anos, período durante o qual desenvolveu infraestrutura logística e aeroportuária que fortalece a conectividade com os Estados Unidos e a América Latina e integra o país às cadeias de suprimentos globais.
Olhando para trás, ele explicou que, quando iniciaram as operações, “o aeroporto era meramente um ponto de trânsito”, mas logo identificaram um potencial significativo na área entre o aeroporto e o porto para gerar valor agregado. Hoje, essa combinação de conectividade aérea, infraestrutura logística e crescimento do turismo ajuda a explicar por que o país é visto como um parceiro natural para o comércio global.
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