O crescimento imobiliário na República Dominicana exige mais do que um design atraente e uma boa localização: exige uma gestão de qualidade. Os três líderes internacionais da gestão moderna — Crosby, Deming e Juran — oferecem ideias essenciais que o setor da construção dominicano não pode mais ignorar.
Philip Crosby, um empresário e consultor americano, popularizou o conceito de "Zero Defeitos" e afirmou que "qualidade é grátis", porque o que realmente custa é a falta de qualidade.
Seu foco principal: qualidade significa atender aos requisitos; o sistema visa a prevenção; o padrão é Zero Defeitos.
O oposto resulta em retrabalho, falhas, estouros de orçamento e litígios que comprometem o investimento e a sustentabilidade dos projetos.
Para Crosby, a solução é clara: supervisão técnica preventiva desde o primeiro dia.
Por sua vez, Edwards Deming, estatístico e engenheiro americano, e figura de destaque na área de melhoria contínua, argumentou que a maioria dos problemas não é culpa do trabalhador, mas sim do sistema.
Seu foco principal: a qualidade depende do sistema; 85% dos problemas são de responsabilidade da gestão.
Em muitos empreendimentos imobiliários na República Dominicana, os fracassos não se devem à falta de intenção, mas sim ao planejamento deficiente, à falta de coordenação entre projeto e execução e aos controles fracos; sem processos ou métricas claras, a qualidade torna-se acidental.
Deming avaliaria um projeto imobiliário dominicano perguntando: Existe planejamento abrangente? Os processos são padronizados? Há melhoria contínua? Existem indicadores de desempenho?
Para Deming, a chave seria: estruturar processos claros, realizar medições contínuas e contar com uma liderança comprometida.
Joseph Juran, engenheiro romeno-americano e pioneiro na gestão estratégica da qualidade, complementa essa visão com sua "trilogia": planejamento, controle e melhoria, como foco central.
Aplicando esse conceito ao setor imobiliário, Juran dividiria um projeto em três fases críticas:
1️. Planejamento de qualidade: estudos de solo, revisão técnica rigorosa, orçamento realista.
2️. Controle de qualidade: inspeções periódicas, auditorias técnicas, avaliação de fornecedores.
3. Melhoria contínua: análise pós-entrega e feedback para projetos futuros.
Para Juran, a qualidade não é um evento; é um processo permanente de gestão.
No mercado dominicano, onde a reputação da construtora e o valor do imóvel são ativos essenciais, a qualidade não é apenas uma questão técnica; é uma estratégia financeira. Ela deve ser planejada desde a concepção, monitorada durante a execução e avaliada após a entrega.
Um projeto mal executado perde valor e credibilidade. Um projeto executado com rigor técnico fortalece a marca e protege o investimento.
A supervisão técnica especializada e preventiva é um investimento estratégico.
O país demonstrou capacidade de crescimento em volume. O desafio agora é elevar os padrões de qualidade. Na construção civil, cada erro tolerado hoje terá consequências amanhã.
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