O Ministério Público afirmou na quarta-feira estar confiante de que o Tribunal de Apelações de San Pedro de Macorís manterá os 18 meses de prisão preventiva impostos a duas mulheres que faziam parte de uma rede ligada a um esquema de fraude imobiliária e lavagem de dinheiro.
A audiência para análise do recurso interposto pelas rés Rocío Rodríguez de Moya e Marisol Nova Nolasco foi adiada para 11 de julho a pedido das autoras da ação, para que o tribunal possa notificar as mais de 170 vítimas que registraram queixa junto ao Ministério Público, segundo comunicado da Procuradoria-Geral da República.
Os procuradores da Procuradoria Especializada em Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo e da Procuradoria de La Romana, responsáveis pelo caso, afirmaram esperar que o Tribunal de Apelações de San Pedro de Macorís, presidido pelo juiz Glass Gutiérrez, declare o recurso inadmissível e mantenha a ordem de prisão preventiva contra os réus.
A prisão preventiva de 18 meses foi imposta em 25 de fevereiro pela juíza Margarita Cristo Cristo, do Gabinete Judicial de Serviços de Atenção Permanente de La Romana, para garantir a presença do acusado em todos os atos do processo judicial.
O Ministério Público realizou uma série de buscas no dia 7 de fevereiro, durante as quais foram presas Marisol Nova Nolasco e Rocío del Alba Rodríguez de Moya, bem como o acusado Yves Alexandre Giroux, que também recebeu uma pena de 18 meses de prisão preventiva.
A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) conseguiu localizar na Colômbia um dos líderes do esquema de fraude imobiliária, identificado como Loany Ortiz Nova, que será extraditado para a República Dominicana.
No que diz respeito ao caso, o processo indica que a organização criminosa criou a empresa Novasco Real Estate, SRL, com o objetivo de cometer o crime e, posteriormente, adquiriu a franquia da RE/MAX, uma multinacional de renome. Contudo, tudo não passava de uma farsa, arquitetada para atrair clientes que se tornaram vítimas da quadrilha.
Os réus promoveram quatro empreendimentos imobiliários: Romana Victoriana Residences, Bávaro Victoriana Residences, Infinity View e River Hill, com previsão de conclusão em agosto de 2023. Receberam mais de US$ 18 milhões em pagamentos pelos apartamentos. Posteriormente, fecharam seus escritórios e se recusaram a devolver o dinheiro, ocultando-o por meio de um esquema de lavagem de dinheiro.
A procuradora Ramona Nova Cabrera, da Procuradoria Especializada em Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, e Reina Yaniris Rodríguez Cedeño, procuradora-chefe de La Romana, expressaram confiança "de que a decisão do Tribunal de Atenção Permanente, que decretou a prisão preventiva e declarou a complexidade da investigação, será confirmada".
A equipa de investigação e contencioso do Ministério Público é composta pelos procuradores Bienvenido Florentino, Claudio Cordero, Manuel Castro, José Manuel Calzado e Pedro Medina Quezada.
Foto: Fonte externa.




