“Impor mais encargos nessas circunstâncias só irá agravar a situação e colocar em risco milhares de empregos e as metas nacionais de habitação. Aprocovici.
SANTO DOMINGO- Após o aumento das taxas para serviços privados de inspeção de construções, determinado pelo Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (Mivhed), a Associação Dominicana de Construtores e Promotores Imobiliários (Acoprovi) e a Associação de Promotores e Construtores Imobiliários de Cibao (Aprocovici) solicitaram a suspensão imediata dessa medida.
As entidades salientaram que esta disposição, anunciada pela Direção de Inspeção de Obras Privadas do ministério, não contou com a participação ou consenso dos principais intervenientes do setor da construção.
Diante dessa situação, ambas as associações ressaltaram a necessidade de diálogo para estabelecer custos mais equilibrados, de modo a não afetar o setor e as famílias dominicanas que buscam adquirir um imóvel.
“Reiteramos nossa disposição de trabalhar em conjunto com as autoridades e outros setores envolvidos para garantir um quadro tarifário justo e proporcional que promova o fortalecimento institucional e o direito dos dominicanos a uma moradia digna”, afirmou Acoprovi em um comunicado à imprensa.
A instituição observou que essa nova decisão gerou preocupação no setor devido ao impacto que as taxas teriam na obtenção de licenças de construção e serviços de inspeção.
Eles também enfatizaram que o setor da construção civil representa um dos principais motores da economia nacional, com impacto direto no emprego, no investimento e no bem-estar coletivo.
“É por isso que qualquer mudança estrutural em sua regulamentação deve ser cuidadosamente considerada e discutida com todas as partes interessadas”, explicaram.
Por sua vez, Aprocovici alertou que esta medida surge num momento de "contração acentuada" do setor, o que poderá agravar ainda mais a situação e gerar um impacto direto.
“Solicitamos formalmente ao Ministério da Habitação e Edificações que reconsidere imediatamente as novas taxas impostas pela Diretoria de Processamento, Avaliação e Licenças, tanto em relação aos procedimentos da Janela Única para Construção (VUC) quanto aos custos dos serviços de inspeção”, declararam em seu pronunciamento.
A entidade declarou que as taxas “representam um aumento significativo nos custos operacionais das incorporadoras imobiliárias, com impactos que variam de taxas mínimas de RD$ 6.000 a valores entre RD$ 55.000 e RD$ 80.000 para inspeções, além de uma nova taxa de 0,1% sobre o valor avaliado de cada projeto”.
Assim como a Acoprovi, a organização afirmou que os encargos econômicos são “desproporcionais” e que não solicitaram a participação de representantes do setor.
“Esses aumentos são excessivos, não têm base legal clara e seríamos obrigados a repassar esses custos diretamente aos compradores finais, afetando o preço dos imóveis e aumentando as barreiras de acesso, principalmente para os segmentos de renda média e baixa”, declarou Sandy Joel Rodríguez, presidente da Aprocovici.
Ele também afirmou que a resolução foi anunciada em um momento em que o setor da construção civil está passando por uma queda nas vendas, aumento dos custos financeiros e desaceleração no ritmo de novos projetos no país.
“Impor mais encargos nessas circunstâncias só irá agravar a situação e colocar em risco milhares de empregos e as metas nacionais de habitação”, afirmaram.
Por fim, argumentaram que uma das consequências seria "uma paralisia em novos projetos habitacionais", uma vez que, como afirmaram, isso desestimula o investimento e dificulta a concretização dos objetivos de desenvolvimento de habitações dignas e acessíveis.
Foto: Fonte externa.




