Mercado imobiliário residencial : Falta de licenciamento, treinamento e controles: as fragilidades do setor imobiliário, segundo...

Falta de licenças, treinamento e controles: as fragilidades do setor imobiliário, segundo Mélido Marte

SANTO DOMINGO- diretor regional da RE/MAX República Dominicana, destacou que o setor imobiliário do país continua operando com alto grau de informalidade, em decorrência da falta de regulamentação em diversos aspectos do mercado.

Durante uma conversa no programa semanal "La Ventana de El Inmobiliario"ele destacou que a entrada informal nesse setor, sem a existência de um sistema de credenciamento, constitui um dos elementos mais visíveis.

“Só de dizer isso já me considero um corretor de imóveis… Porque a barreira de entrada é tão baixa, não há licença, nem seguro contra erros e omissões, nem treinamento adequado e exigido por lei”, disse ele.

O especialista imobiliário, com 36 anos de experiência na profissão, destacou a necessidade de uma lei de corretagem imobiliária que regule, estruture e promova o desenvolvimento dos corretores em todo o país.

“Quero ser positivo e otimista. Espero que a quinta vez seja a definitiva. Foi aprovado duas vezes no Senado, mas caducou na Câmara dos Deputados, e foi aprovado uma vez na Câmara dos Deputados e caducou novamente”, comentou, referindo-se ao processo pelo qual o projeto de lei para regulamentar o setor na República Dominicana passou.

Mélido afirmou que, nesta ocasião, a lei poderia ter sido reinstaurada – pela quinta vez – em consequência dos casos de fraude imobiliária que vieram à tona no país.

“Os recentes golpes imobiliários de grande repercussão provavelmente estão ajudando a conscientizar os legisladores”, revelou o consultor imobiliário veterano e gerente geral da RE/MAX Metropolitana.

Ao ser questionado sobre os motivos pelos quais essa lei ainda não está em vigor, Marte identificou dois fatores principais que poderiam ter dificultado sua aprovação e implementação.

Em primeiro lugar, ele explicou que se trata de um "setor altamente fragmentado", argumentando que não existem grandes estruturas com o apoio financeiro necessário para promover o projeto de lei.

“Como é tão fragmentado, não existem grandes estruturas com grandes quantidades de capital que possam promover uma lei, e há sempre um interesse e benefício particular por trás de cada lei”, observou ele.

Em segundo lugar, ele revelou que, para certos setores, a organização dos agentes poderia representar "uma ameaça aos seus respectivos interesses".

Caso o projeto seja aprovado e entre em vigor, ele considerou que a formação obrigatória e contínua deveria ser um dos pilares fundamentais a serem regulamentados.

Ele também enfatizou a importância de estabelecer mecanismos regulatórios abrangentes para todos os aspectos do negócio, incluindo a implementação de uma garantia contra erros e omissões.

“A má conduta de um agente imobiliário pode afetar tanto o proprietário quanto o comprador. Portanto, deve haver consequências nessa ordem”, disse ele, referindo-se à necessidade de um sistema de responsabilização.

Por fim, ele destacou que é preciso estabelecer vias e estruturas eficazes para a "correta aplicação e fiscalização da Lei 155-17" sobre lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Para obter mais detalhes sobre esta entrevista, visite o canal do YouTube: La Ventana de El Inmobiliario.

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Escarlin Pozo
Escarlin Pozo
Jornalista que escreve a partir de uma perspectiva humana. Fundadora e CEO da EP Creative e da revista Misses. Possui diploma em pesquisa, locução e mestrado em Marketing Digital pelo IED, Espanha.
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