SANTO DOMINGO- A maioria das residências particulares ocupadas na República Dominicana é construída em blocos ou concreto, material que representa 82,2% do total em todo o país, segundo os resultados do Boletim I sobre características estruturais das habitações.
O relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (ONE) apresenta uma análise dos dados coletados no X Censo Nacional de População e Habitação de 2022 e examina a composição do parque habitacional a partir de seus elementos estruturais, abrangendo materiais de paredes, telhados e pisos, bem como a distribuição interna das casas em termos de cômodos e espaços destinados ao preparo de alimentos.
O concreto define o padrão
Segundo o relatório, a República Dominicana demonstra uma clara preferência pelo uso de blocos de concreto nas paredes das casas, posicionando-o como o material mais difundido em todo o território nacional.
Bem atrás estão outras opções de construção: a madeira representa 13,1%, enquanto o zinco atinge 2,8% e a madeira de palmeira 1,6%, mostrando uma diferença considerável em comparação com o material predominante, de acordo com os dados.
Materiais alternativos com presença limitada
O estudo também registra uma baixa incidência de materiais como tejamanil, yagua, papelão, compensado ou elementos residuais, que, juntos, não ultrapassam 0,2% na composição das paredes das casas.
Diferença entre áreas urbanas e rurais
A análise dos dados por área residencial revela diferenças no uso de materiais de construção. Nas áreas urbanas, os blocos de concreto representam 88,5% das residências, consolidando sua predominância nesse ambiente. A madeira (8,4%) e o zinco (2,1%) vêm a seguir, enquanto os demais materiais são utilizados em níveis mínimos.
Em contrapartida, nas zonas rurais, embora o concreto continue sendo o principal material, sua proporção cai para 65,4%.
Neste contexto, a madeira ganha maior presença com 25,6%, acompanhada pelo zinco (4,5%) e pelo painel de palmeira (4,0%).
Composição dos materiais
Segundo dados da República Dominicana, existem 3.694.060 residências particulares ocupadas, todas (100%) localizadas em áreas urbanas (2.677.318) e rurais (1.016.742). Desse total, os blocos de concreto são o material de parede predominante, utilizados em 3.035.365 residências, representando 82,2% do total nacional. Nas áreas urbanas, esse material é utilizado em 2.370.749 residências (88,5%), enquanto nas áreas rurais, corresponde a 664.616 (65,4%).
Segundo o relatório, a madeira é o segundo material de construção mais utilizado, presente em 484.877 residências em todo o país (13,1%). Nas áreas urbanas, representa 225.027 unidades (8,4%), enquanto nas áreas rurais, sua presença aumenta para 259.850 residências (25,6%). Já as tábuas de palmeira são utilizadas em 57.816 residências (1,6%), distribuídas da seguinte forma: 17.056 em áreas urbanas (0,6%) e 40.760 em áreas rurais (4,0%).
O zinco também está entre os materiais identificados, encontrado em 102.920 residências (2,8%). Destas, 57.058 estão localizadas em áreas urbanas (2,1%) e 45.862 em áreas rurais (4,5%). Outros materiais têm uma incidência consideravelmente menor, como telhas, encontradas em 1.361 residências em todo o país, das quais 248 estão em áreas urbanas e 1.113 em áreas rurais, ambas com proporções próximas de 0,0%.
Além disso, o uso de palha de palmeira foi registrado em 839 residências (0,0%), distribuídas da seguinte forma: 111 em áreas urbanas e 728 em áreas rurais. Enquanto isso, residências construídas com papelão, madeira compensada ou materiais reciclados totalizam 5.900 (0,2%), das quais 4.292 estão localizadas em áreas urbanas e 1.608 em áreas rurais.
Por fim, a categoria “outros” inclui 4.982 residências (0,1%), sendo 2.777 localizadas em áreas urbanas e 2.205 em áreas rurais, o que representa uma pequena parcela do total nacional.
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