O relatório da organização estima que 86 milhões de pessoas na América Latina vivam nessa condição
Extraído do Diario Libre
SANTO DOMINGO- A da América Latina e do Caribe teria 86 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, o que representaria um aumento de cinco milhões em relação aos 81 milhões existentes em 2020, embora nesse mesmo período tenha havido uma redução no número de pobres, passando de 204 milhões para 201 milhões de pessoas.
Essas são as projeções feitas pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), contidas em seu relatório Panorama Social da América Latina, apresentado nesta quinta-feira por Alicia Bárcena, secretária-executiva da organização.
Embora o documento não detalhe o número de pessoas que caíram na pobreza por país da região no ano passado e aquelas que saíram da pobreza, observa que, em um contexto de recuperação econômica em 2021, "espera-se que tanto pobreza quanto a pobreza diminuam e que parte do retrocesso observado em 2020 seja recuperado".
O relatório acrescenta que, com base nas informações disponíveis sobre o crescimento esperado do produto interno bruto (PIB), o comportamento do mercado de trabalho e os programas de transferência de renda implementados no contexto da pandemia, a pobreza atingir 32,1%, o que representa uma diminuição em comparação com 2020, mas também um aumento em relação aos níveis observados antes da COVID-19.
“Por sua vez, a pobreza ficaria em 13,8%, como consequência da redução das transferências de renda emergenciais em alguns países, que não seria compensada pelo aumento esperado na renda do trabalho”, afirma o da CEPAL.
A República Dominicana, juntamente com a Bolívia e o México, são os países da região onde se registrou o menor aumento em ambos os problemas (extrema pobreza e pobreza ) em 2020, menos de dois pontos percentuais
A organização argumenta que, num contexto de longo prazo, os números de 2020 representam um retrocesso significativo para vários países da região.
Na Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Colômbia, Equador e México, o relatório indica que os índices de extrema pobreza em 2020 são próximos ou superiores aos observados 12 anos antes, em 2008. Acrescenta ainda que, se considerarmos um ponto de comparação mais recente, como 2014, o Peru e o Uruguai juntam-se ao grupo de países com retrocessos em termos de extrema pobreza
índices pobreza na Bolívia, El Salvador, Paraguai e República Dominicana em 2020 são menores do que os observados em 2008 e 2014”, destaca a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.




