Carlos Pimentel, que lançou o projeto de construção da estrada, disse : "Em Intrant, operava uma rede público-privada."

Carlos Pimentel: "Na Intrant, operava-se uma rede público-privada."

SANTO DOMINGO -O diretor da Direção-Geral de Licitações Públicas (DGCP), Carlos Pimentel, afirmou nesta quarta-feira estar convencido de que, no caso do Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (INTRANT), trata-se de uma parceria público-privada operada com o objetivo de desviar verbas públicas.

“Eles desviaram pouco mais de 1,3 milhão de pesos; as ações dos peritos e as ações da comissão de compras não estavam de acordo com a lei”, declarou Pimentel no programa Uno más Uno, do canal 2 da Teleantillas.

O Departamento de Compras e Contratos anulou os termos e condições do contrato assinado pelo Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant) para a instalação da rede de semáforos da Grande Santo Domingo com a empresa Transcore Latam.

O funcionário acrescentou que, na primeira decisão, recomendou que a INTRANT estabelecesse medidas disciplinares em relação aos peritos interinos e à comissão de compras, pelo que o novo diretor interino, Coronel Randolfo Rijo, os suspendeu, "obviamente, isso precisa ser analisado mais a fundo".

Pimentel também informou que três investigações foram concluídas e que ontem foi notificada a última Resolução, Ref. RIC-179-2023, por meio da qual o Cadastro Estadual de Fornecedores (RPE) da empresa Transcore Latam foi suspenso permanentemente.

“Quase assim que o contrato foi adjudicado, enviamos uma comunicação ao diretor da INTRANT, informando que havíamos identificado algumas irregularidades no processo e na documentação apresentada pela empresa e que, segundo nosso entendimento, deveríamos solicitar a desqualificação da empresa. Essa comunicação não obteve resposta”, disse Pimentel.

Pimentel também afirmou que o processo licitatório foi iniciado em fevereiro deste ano, 2023, e que houve uma observação da Diretoria de Contratos, por meio do sistema de alerta preventivo, onde foram detectadas fragilidades nos termos e condições, as quais foram comunicadas à instituição. No entanto, o processo prosseguiu.

"O Gabinete do Procurador-Geral está cuidando do caso, assim como outras agências. Estamos totalmente comprometidos em colaborar e contribuir com essas agências, e Intrant também tem decisões a tomar", disse Pimentel.

Caso

No final de outubro, a DGCP suspendeu o contrato firmado entre o Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant) e a entidade “Transcore LATAM, SRL” para a melhoria do centro de controle de tráfego e da rede de semáforos da Grande Santo Domingo, no valor de RD$ 1.317 milhões, 350 mil e 997 dólares.

A decisão consta da resolução RIC-156-2023, emitida em 27 de outubro, que pode ser consultada na secção de Quadro Jurídico do sítio web institucional da DGCP e baseia-se no facto de terem sido encontradas provas de irregularidades no processo de concurso realizado para esses fins.

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