Início da construção : A redução nos preços dos materiais de construção tem sido mínima nas lojas de materiais de construção da capital.

As reduções de preço dos materiais de construção nas lojas de ferragens da capital têm sido mínimas

SANTO DOMINGO– As reduções de preço observadas em alguns materiais de construção no mercado internacional ainda não se refletiram no mercado local. Alguns estão aguardando o esgotamento de seus estoques antes de fazer novos pedidos, enquanto outros já renovaram suas compras e afirmam que os descontos foram mínimos e nada comparáveis ​​aos praticados antes da pandemia.

Em três lojas de materiais de construção consultadas ontem pelo El Inmobiliario os preços de itens básicos para o setor da construção civil continuam altíssimos, e seus representantes expressam desespero com a "paralisia" do setor, que, segundo eles, é o que impulsiona a indústria nacional de materiais de construção.

Alguns preços, como os de feixes de aço, estão mais altos do que deveriam após as reduções anunciadas. Por exemplo, em duas lojas de materiais de construção, o preço está em torno de 84.000 e 96.000 pesos, respectivamente. O último preço divulgado era de 85.000 pesos, que havia sido reduzido para 75.000.

Na loja de ferragens San Miguel, na Avenida Independencia, em Santo Domingo, as reduções de preço aplicam-se apenas a sacos de cimento e alguns tipos de tubos de PVC. O cimento está agora a ser vendido por 450 pesos, em vez de 455, enquanto o preço dos tubos de PVC teve apenas uma ligeira diminuição, explica Alejandro Montero, o gerente de estoque.

“Há uma recessão, o setor da construção civil está paralisado e é ele que impulsiona as lojas de materiais de construção; todo o resto se move mais lentamente”, explica Montero, que afirma que os agregados não sofreram nenhuma queda de preço e que, desde a chegada do atual ministro Miguel Ceará Hatton ao Meio Ambiente e Recursos Naturais, esses materiais não apresentaram redução de valor.

Na Ferreteria Cima, na Avenida Núñez de Cáceres, o cimento, que antes custava 515, agora custa 480; um feixe de vergalhões, que antes custava 100.000 dólares, agora custa 84.000 dólares; e, no caso dos agregados, uma de suas variantes, que antes custava 850 dólares, agora custa cerca de 1.300 dólares.

“Na verdade, o gerente de estoque nos disse que as compras foram suspensas porque os preços estão muito altos”, explicou Melvin Maria, um vendedor, por telefone.

Criselda Fortuna, da empresa atacadista Papaterra Montolio, afirma que a situação é complexa porque os fornecedores internacionais fixam os preços com base no alto custo do frete e dizem que, enquanto seus estoques acabarem, continuarão sem alterações.

Ele afirma que, de mais de 3.000 produtos, apenas 100 apresentaram queda nas vendas, e mesmo essa queda não foi significativa, citando o caso dos fios elétricos.

Na loja de ferragens José Minaya, em Ensanche La Fe, um saco de cimento custa 550 dólares, a massa para gesso, que antes custava 250 dólares, agora é vendida por 350 dólares, e a cola está a 300 dólares por saco, contra os 210 dólares anteriores, declarou Lisbeth Gil, uma vendedora.

O que diz a Copyme.com

O presidente da Confederação Dominicana de Pequenas e Médias Empresas de Construção (Copymecon) acredita que o país não implementou mecanismos e medidas para mitigar o impacto dos altos preços no setor.

“Por exemplo, vimos durante a pandemia como os Estados Unidos injetaram mais de 10 trilhões de dólares para manter o setor da construção civil ativo”, explicou ele ontem em entrevista ao Diario Libre.

Ele acredita que a queda no preço dos materiais de construção não afeta imediatamente as casas já construídas, mas sim aquelas que serão entregues nos próximos meses. "Vendemos casas para construção futura, e as casas que serão entregues em 12 a 14 meses, que estão sendo vendidas agora, serão entregues com a redução de preço que estamos vivenciando atualmente", explicou Cristopher.

Construção com crescimento tímido

Em seu relatório de janeiro a setembro, o Banco Central coloca o setor da construção civil em apenas 2,2%, depois de ter acumulado 23,4% no ano passado, quando terminou como o segundo setor que mais contribuiu para a economia dominicana.

O que dizem os construtores

Dois representantes do setor da construção descreveram a situação enfrentada pelo setor como complexa, observando que os descontos concedidos a alguns materiais não refletem os aumentos de preços sofridos durante a pandemia. Eles citaram o caso do aço, cujo preço aumentou mais de 30% e não caiu nem metade desse valor.

Juan Chalas, da Cyj Ingenieros, e José Jiménez Bloise, da Roaldi Constructora, falaram ao El Inmobiliario na última segunda-feira, onde mencionaram os imprevistos que suas empresas tiveram que enfrentar, como o aumento do salário mínimo, a alta das taxas de juros e o aumento do custo da mão de obra, que, somados à alta dos preços dos materiais, geraram um cenário complicado.

Seja o primeiro a saber das notícias mais exclusivas

imagem_local
El Inmobiliario
El Inmobiliario
Somos o principal grupo de mídia da República Dominicana, especializado nos setores imobiliário, da construção civil e do turismo. Nossa equipe de profissionais se dedica a fornecer conteúdo valioso, apresentado com responsabilidade, comprometimento, respeito e compromisso com a verdade.
Artigos relacionados
Anúncio Banner Coral Golf Resort SIMA 2025
Anúncio imagem_local
Anúncioimagem_local