da construção : Medidas do Conselho Monetário preveem um início promissor para a construção civil em 2025, afirma a Copymecon.

As medidas do Conselho Monetário são um bom presságio para um 2025 próspero para o setor da construção, afirma a Copymecon

SANTO DOMINGO – O Conselho Monetário (CM) autorizou o Banco Central da República Dominicana (BCRD) a destinar RD$ 2 bilhões, dos RD$ 35,355 milhões liberados no final de novembro passado, para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), uma medida que foi imediatamente aplaudida pela Confederação Dominicana de Micro, Pequenas e Médias Empresas de Construção (COPYMECON).

Eliseo Cristopher, presidente da entidade, afirmou que as recentes medidas adotadas pelas autoridades do Banco Central preveem um clima favorável para o setor da construção civil no início do próximo ano.

“Considerando o que foi estabelecido em relação à liberação da reserva legal obrigatória, somado ao cenário que temos quanto aos planos habitacionais do Estado Dominicano e à forma como o Banco Central tem administrado a inflação, e agora à questão das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), reiteramos que estamos em um momento extraordinário de decolagem para o setor da construção civil, com um início muito favorável em 2025”, afirmou o líder empresarial.

O comunicado do Banco Central anunciando a nova medida indica que ela complementa e promove o financiamento de moradias populares para famílias de baixa renda, cuja atividade econômica se concentra principalmente no setor de micro e pequenas empresas, que passarão a se beneficiar desses recursos.

Em um comunicado à imprensa, Cristopher afirmou que o pequeno setor da construção civil não está preocupado com a inflação, uma vez que o Banco Central conseguiu controlar e conter esse flagelo, ressaltando, no entanto, que a alta taxa de juros continua sendo um obstáculo tanto para construtoras quanto para compradores.

Ele entende que, ao reduzir a taxa de juros por meio das medidas anunciadas, são criadas condições favoráveis ​​para o desenvolvimento do setor, o que dará um impulso significativo à economia nacional.

“Estamos satisfeitos que o Conselho Monetário e o Banco Central tenham considerado nossos pedidos de apoio ao setor que representamos. Portanto, combinando inflação controlada, baixas taxas de juros e os planos habitacionais do governo, estamos diante de um cenário altamente positivo para contribuir significativamente para a redução do déficit habitacional e a estabilidade do setor, garantindo maior crescimento para o país”, afirmou o presidente da Copymecon.

Ele acrescentou que a concessão de empréstimos de até RD$ 2 milhões em pesos a taxas competitivas e com prazo de até dois anos, com a possibilidade de recompra dos fundos ao final do empréstimo, permitindo que se beneficiem de condições financeiras favoráveis ​​por um período mais longo através da renovação dos empréstimos, será muito benéfica para as pequenas construtoras.

O empresário da construção civil afirmou que é importante destacar que tanto a JM quanto a BCRD estão implementando o que é determinado pela Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2022-2030, que inclui linhas de ação ligadas ao aumento do acesso ao crédito para setores econômicos com sistemas bancários frágeis, como as micro e pequenas empresas.

Ele observou que a ampliação do escopo deste programa de liberação de reservas legais facilita a participação de entidades de intermediação financeira com modelos de negócios alinhados ao setor de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), o que deve se traduzir em uma utilização abrangente dos recursos disponibilizados.

Por sua vez, a adoção desta medida complementa e favorece o financiamento de habitações de baixo custo para famílias de baixa renda, cuja atividade econômica se concentra principalmente no setor de micro e pequenas empresas, que passarão a se beneficiar desses recursos, explicou ele.

Ele salientou que esta medida deverá contribuir para a redução das taxas de juro dos empréstimos aos setores produtivos e às famílias, bem como para a sustentação do crescimento do crédito, criando condições favoráveis ​​à manutenção do dinamismo do consumo, do investimento e da procura agregada, num contexto em que a inflação se manteve no limite inferior da meta de 4,0% a 1,0% durante o ano corrente.

O Banco Central observou no comunicado que, de acordo com o Levantamento Nacional de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) realizado em 2022-2023, este setor representa 32% do produto interno bruto (PIB) e 61,6% da população empregada, citando entre seus problemas econômicos mais importantes a falta de acesso ao crédito para a aquisição de suprimentos, pagamento de dívidas, ampliações ou reparos, bem como a compra de máquinas e equipamentos.


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