Retiradode El Día
SANTO DOMINGO- A antropóloga social Tahira Vargas declarou hoje que o assassinato do arquiteto Leslie Rosado não foi um acidente, mas sim um homicídio por encomenda.
"Não foi um acidente; aquele cabo foi pago para assassinar o arquiteto Leslie Rosado. Na polícia, existem agentes que são pagos para cometer assassinatos e crimes como os que existem na sociedade. Alguém pagou aquele cabo para cometer esse crime", destacou Vargas.
A antropóloga social explicou que as circunstâncias desse evento que a levaram a nutrir essas suspeitas foram a perseguição ocorrida e o fato de não se tratar de um roubo: "todos os indícios apontam que aquele cabo cumpriu uma tarefa pela qual era pago para matar, e quem sabe se havia mais pessoas envolvidas".
"Desde quando ele começou a persegui-la, em que momento ele começou a persegui-la? Ela provavelmente percebeu a perseguição muito tempo depois de já ter começado. Por que ele começou a perseguição? Não foi para roubá-la, foi para matá-la. Os fatos mostram que era para matá-la, esse era o objetivo. Então, alguém pagou ao cabo para matá-la", declarou ela em entrevista ao programa El Día, transmitido pelo canal 11 da Telesistema.
Outro indício que, na opinião de Tahira Vargas, levanta suspeitas é o caminhão da Marinha que esteve envolvido na perseguição ao arquiteto, e o fato de os soldados que estavam dentro dele não terem feito nada para impedir o crime.
"Havia algum tipo de acordo para proteção, algum tipo de pagamento para realizar aquela operação. A questão é: se esses soldados estavam lá, por que permitiram que isso acontecesse? Se aquele caminhão estava lá e viu o que estava acontecendo, por que permitiram que acontecesse? Por que permitiram que o agressor levasse a vítima para o hospital, quando isso não é permitido, mesmo com as autoridades presentes? Por que as coisas não foram feitas como deveriam? Isso demonstra que não foi um acidente; foi uma operação criminosa, e certamente houve algum pagamento envolvido", destacou Vargas.
Ele também entende que as pessoas em Boca Chica provavelmente sabem o que aconteceu e como aconteceu, "mas é necessária uma investigação mais aprofundada no local".




