A ACOPROVI defende a extensão da liberação das exigências legais de reserva para habitações de classe média

SANTO DOMINGO- A ACOPROVI, Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários, defendeu a liberação da reserva legal obrigatória, recentemente determinada pelas autoridades do Banco Central da República Dominicana, para incluir habitações destinadas à classe média, a fim de ampliar o acesso da população à moradia.

“Nós, da Acoprovi, solicitamos que as autoridades do Banco Central não apenas limitem a exigência de reserva legal ao limite mencionado, mas também a estendam às habitações de renda média, porque dessa forma mais dominicanos terão acesso, que é, em última análise, o que as políticas governamentais, os incorporadores e as construtoras buscam”, explicou Annerys Meléndez, presidente da entidade.

Ele acrescentou que espera que haja uma ampliação do desembolso, pois até o momento apenas o valor máximo destinado a moradias populares, que é de RD$ 4.852.211,20, foi liberado.

Ele explicou que, apesar do progresso alcançado na construção de moradias populares, a liberação das reservas tem sido "tímida", pois dos RD$ 21.424,4 milhões liberados, apenas RD$ 3.735,6 milhões foram efetivamente aplicados.

Ele elogiou a liberação da exigência de reserva legal como um grande incentivo para habitações de baixo custo, já que os recursos ajudaram a impulsionar a posição de mercado desse tipo de moradia.

O engenheiro civil garantiu que a exigência legal de reserva eliminava até 400 pontos percentuais da taxa de juros que as pessoas pagariam ao adquirir uma casa.

Com base em estatísticas de fevereiro deste ano da Direção-Geral de Impostos Internos (DGII), o presidente da ACOPROVI especificou que a venda de unidades habitacionais de baixo custo aumentou mais de 40% acima da média histórica de aproximadamente 11%.

Desafios do setor

Meléndez destacou que a pandemia e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia trouxeram desafios consideráveis ​​para o setor, pois a taxa de inflação mantém os materiais de construção a preços muito elevados, o que levou a um aumento no custo da habitação.

Ele acrescentou que isso se soma a algumas medidas que as autoridades bancárias tomaram para aliviar a inflação.

“Esses eventos estão tendo um impacto considerável, não apenas na habitação de baixo custo, mas na construção em geral, porque os materiais de construção — como cimento, aço e concreto — representam entre 40 e 50 por cento de todos os insumos utilizados. E esses materiais aumentaram entre 50 e 70 por cento em comparação com os preços pré-pandemia, o que é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor da construção”, comentou.

Ele disse que espera que o alto custo dos materiais de construção comece a diminuir em breve, já que os custos de frete, que são a forma de transportar esses suprimentos, caíram para os níveis pré-pandemia.

"Enquanto esses tipos de materiais, que representam a maior parte da construção, não tiverem seus preços reduzidos, continuaremos a vivenciar essa situação de aumento dos preços dos imóveis.".

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