Ele afirma que os indicadores econômicos globais não garantem aos setores que os preços retornarão aos níveis pré-pandemia
SANTO DOMINGO- Embora seja verdade que nas últimas semanas tenham ocorrido reduções com uma tendência para possível estabilização nos preços de alguns materiais de construção, a ACOPROVI, Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários, esclarece que essas reduções podem ter um efeito gradual e escalonado no mercado, mas que seria prematuro apontar impactos no valor por metro quadrado da construção.
A organização que representa os construtores afirma que, apesar das recentes reduções no preço das matérias-primas para alguns materiais de construção e no frete do transporte marítimo internacional, o alto custo dos materiais de construção continua sendo um desafio para as construtoras e incorporadoras imobiliárias.
“Os dados que melhor nos ajudam a compreender esta realidade são o aumento de mais de 40% no custo por metro quadrado da construção desde o início da pandemia, segundo o Índice de Custo Direto da Construção Habitacional (ICDV), publicado em setembro de 2022 pelo ONE. Este parâmetro coloca em perspectiva o impacto significativo de diversos fatores que afetam os custos da construção, além de outras variáveis não incluídas no índice. Portanto, o ajuste do custo final da habitação é um processo que levará tempo, uma vez que, até o momento, os indicadores econômicos globais não garantem aos setores que os preços retornarão aos níveis pré-pandemia”, explica um comunicado da entidade.
Jorge Montalvo, presidente da ACOPROVI, explicou que os descontos concedidos nas últimas semanas em relação a importantes materiais de construção, como vergalhões e outros materiais, foram mínimos em comparação com os altos custos praticados durante o período de 2021-2022.
“Portanto, falar em estabilização do mercado é animador, mas também arriscado, dada a instabilidade e a incerteza que estamos vivenciando. É importante entender que o efeito dessas quedas de preço no valor final dependerá do comportamento do índice de custo da habitação nos próximos meses, que, segundo o último relatório do ONE (Instituto Nacional de Estatística), apresentou uma redução de apenas 1,25%, um número que indica que este é apenas o começo da esperança tanto para compradores quanto para construtoras”, afirmou o arquiteto.
Ele acrescenta que o setor da construção civil enfrentou cenários nos últimos dois anos e meio que geraram caos na indústria, incluindo a pandemia, a inflação econômica e imobiliária e o conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia.
“Essa realidade tem sido sentida no aumento constante dos preços dos materiais de construção, do mercado imobiliário local, das taxas de juros e dos custos de mão de obra. Portanto, diante dessas novas flutuações de preços, é essencial unir esforços para alcançar sinergia entre incorporadoras, construtoras, fornecedores, o setor financeiro e as autoridades, com o objetivo de trabalhar em conjunto para estabelecer condições que continuem a fomentar o dinamismo de um setor fundamental para o desenvolvimento econômico e social do nosso país”, afirma Montalvo.




