SANTO DOMINGO - A Associação de Bancos Múltiplos da República Dominicana (ABA) informou que está avaliando o impacto que a proposta de reforma tributária, apresentada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, terá sobre as operações bancárias, e afirmou que sua posição será a de defender os poupadores e promover a inclusão financeira.
A ABA declarou que apresentará as conclusões e os argumentos técnicos elaborados por especialistas jurídicos, financeiros e tributários do setor bancário nas audiências públicas anunciadas pelas câmaras legislativas, "para analisar com cuidado e cautela uma proposta de tamanha magnitude como a mencionada".
Nessa ordem, a aspiração da associação bancária é "que uma reforma tributária abrangente e bem-sucedida possa ser alcançada em benefício dos melhores interesses do país".
Ele explicou que a associação está avaliando aspectos contidos no projeto de lei relacionados ao imposto sobre poupança e pagamentos digitais, o tratamento tributário de ativos autônomos que invalidam figuras como Administradoras de Fundos de Investimento, o impacto sobre a figura dos trusts, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e as transferências de imóveis, entre outros que afetarão os usuários financeiros.
“Em um contexto de amplo consenso sobre a necessidade de promover uma reforma tributária abrangente, as expectativas se voltavam para propostas que simplificassem a estrutura tributária, facilitando o cumprimento ágil e eficiente das obrigações fiscais, favorecendo a formalização e a redução da evasão, e promovendo a otimização e a qualidade dos gastos públicos e a competitividade”, declarou a ABA sobre o cenário anterior à apresentação da proposta legislativa.
Por outro lado, explicou que se esperava uma solução jurídica e financeira que sustentasse um perfil de finanças públicas sustentáveis a longo prazo e um ambiente propício ao incentivo ao investimento nacional e estrangeiro, garantindo assim a meta de duplicar o Produto Interno Bruto até 2036.
A ABA reiterou que o sistema financeiro é o catalisador que transforma a poupança em consumo e investimento para as famílias e os setores produtivos. Nesse sentido, afirmou que “se quisermos maior acesso a serviços bancários e inclusão financeira, o discurso deve se concentrar em incentivar uma cultura de poupança e facilitar o cumprimento das obrigações fiscais por meio de pagamentos digitais”.
Em um comunicado à imprensa, a Associação Bancária indicou que suas conclusões técnicas estão sendo estudadas no âmbito da posição apresentada pelo Conselho Nacional da Empresa Privada (CONEP), com a visão holística e setorial de seus membros.




