O projeto terá início com um investimento previsto de 250 milhões de dólares e uma data de conclusão estimada para 2029.
SANTO DOMINGO- A construção do segundo terminal do Aeroporto Internacional Las Américas (AILA) começará em junho de 2025, com planos para preparar as instalações para receber até 4 milhões de turistas, projetadas com um modelo de sustentabilidade.
A informação foi divulgada por Mónika Infante, diretora executiva da Aeropuertos Dominicanos Siglo XXI, SA (Aerodom), durante sua participação no primeiro fórum "Mulheres de Impacto", organizado pela Associação de Hotéis e Turismo da República Dominicana (Asonahores).
Ele destacou que o novo terminal terá um design inovador alinhado com os padrões de sustentabilidade, utilizando materiais sustentáveis e contando com um sistema de geração de energia limpa para compensar emissões adicionais.
Ele explicou que a visão do país para 2030 é continuar apostando no setor da aviação como pilar para o desenvolvimento de diversas indústrias e comentou que os aeroportos dominicanos estão se preparando para o aumento do fluxo de passageiros.
A previsão é de que o processo de construção dure aproximadamente 36 meses, após os quais o aeroporto aumentará sua capacidade para 11 milhões de passageiros. "É um empreendimento de grande porte, mas estamos nos preparando para que, até 2030, com o crescimento esperado do tráfego , tenhamos toda a capacidade necessária", assegurou ele.
Segundo detalhes fornecidos pela empresa concessionária sobre a nova obra, ela faz parte dos compromissos assumidos no contrato de concessão assinado com o Estado dominicano, que permite à empresa, membro do grupo internacional francês Vinci Airports, operar seis aeroportos estaduais na República Dominicana até 2060.
A construção terá início com um investimento previsto de 250 milhões de dólares e uma data de conclusão estimada para 2029.
O projeto sugere que o terminal será localizado na área sul do aeroporto, atualmente ocupada pela área onde se encontram alguns hangares de aeronaves e o quartel dos bombeiros, dentro do perímetro do terminal aeroportuário.
Nos últimos dois ou três anos, a AILA tem experimentado uma "pressão de capacidade que não é muito visível, mas que envolveu um aumento de 30% na capacidade de estacionamento de aeronaves", disse o executivo.
Além da expansão da AILA, a Aerodom trabalha para atrair novas companhias aéreas e rotas. "Temos capacidade para gerar estudos preditivos que nos permitem explicar às companhias aéreas como o mercado se comportará, o que facilita a negociação", explicou Infante, segundo publicação do Diario Libre.
Ele observou que muitos aeroportos estão competindo por um aumento no número de rotas disponíveis. "Atualmente, muitas companhias aéreas têm seu crescimento limitado pela falta de aeronaves. Devemos trabalhar intensamente para incentivá-las a optar por operar em nossos aeroportos", destacou.
Na verdade, ele destacou que todos os aeroportos operados pela Aerodom possuem uma área de desenvolvimento de rotas aéreas que funciona de forma eficaz, com base nas necessidades do setor.




