Se pensarmos em um cruzeiro como uma pausa da rotina diária, a República Dominicana vem quase que naturalmente à mente. Suas praias, a proximidade cultural e a facilidade com que cada porto de escala pode ser transformado em uma experiência memorável a tornaram um dos destinos mais atraentes do Caribe. E isso não é apenas uma percepção: os números comprovam.
A Autoridade Portuária Dominicana (APORDOM) confirmou que mais de 120 navios de cruzeiro internacionais chegarão ao país em janeiro de 2026, um volume que reforça a força do turismo marítimo e a confiança que as principais companhias de navegação mantêm nos portos dominicanos.
Jean Luis Rodríguez, diretor da APORDOM, enfatizou que este calendário é o resultado de anos de trabalho em infraestrutura, organização e projeção internacional. “Este calendário reflete a confiança das principais companhias de cruzeiro do mundo na República Dominicana e o resultado do trabalho que temos realizado para fortalecer nossa infraestrutura portuária e consolidar o país como líder regional na indústria de cruzeiros”, afirmou.
Principais marcos de diversificação
Entre os destaques da temporada está a primeira chegada ao país do navio de cruzeiro Star Seeker, da Windstar Cruises, uma companhia especializada em turismo de luxo. A embarcação atracará pela primeira vez no porto da Baía de Taíno, em Puerto Plata, no dia 18 de janeiro de 2026, das 8h às 18h, marcando um passo importante na diversificação do perfil dos passageiros de cruzeiro que visitam o país.
A programação inclui navios de companhias de renome mundial, como Royal Caribbean, Carnival Cruises, Norwegian Cruise Line, MSC, Celebrity Cruises, Costa Cruises, Princess Cruises, Virgin Voyages e AIDA Cruises, confirmando a posição da República Dominicana nas rotas estratégicas do Caribe.
Os portos que sustentam a temporada
Durante o mês de janeiro, quatro terminais serão responsáveis pela maioria das escalas de navios de cruzeiro: Baía Taíno e Enseada Âmbar em Puerto Plata, Puerto Santo Domingo e La Romana. Não se trata de uma operação uniforme, mas sim de um sistema em que cada porto desempenha um papel específico no cenário turístico da República Dominicana.
A Baía de Taíno oferece conexão direta com a cidade. Sua proximidade com o Centro Histórico de Puerto Plata permite que os passageiros de cruzeiro passeiem imediatamente por suas ruas, visitem a Catedral de San Felipe ou peguem o teleférico até o Pico Isabel de Torres. Já Amber Cove é o grande e imponente porto de escala ao norte, inaugurado em 2015 e projetado para acomodar os maiores navios de cruzeiro. Funciona como um complexo turístico completo, com piscinas, áreas de lazer e excursões organizadas para Sosúa e Cabarete.
O Porto de Santo Domingo oferece uma experiência completamente diferente. Seu valor reside na localização ao lado da Cidade Colonial, Patrimônio Mundial da UNESCO, que abriga alguns dos monumentos mais antigos das Américas. É um dos poucos portos do Caribe que se conecta diretamente a um centro histórico com mais de 500 anos, transformando cada parada em uma jornada cultural, gastronômica e patrimonial.
La Romana completa o mapa com um perfil mais exclusivo. Excursões partem de seu porto para Casa de Campo, Altos de Chavón, Ilha Saona e Bayahibe, destinos associados ao turismo de luxo e paisagens naturais deslumbrantes. Essa combinação de luxo, natureza e cultura significa que, quando falamos de mais de 120 cruzeiros em um único mês, não estamos falando de uma única experiência, mas sim de quatro maneiras distintas de vivenciar a República Dominicana pelo mar.
Tendências na Indústria de Cruzeiros para 2026:
O Caribe continuará sendo o principal polo do turismo de cruzeiros em 2026. Esta não é uma projeção abstrata: em 2024, as rotas do Caribe, Bahamas e Bermudas representaram 43% de todos os passageiros de cruzeiro do mundo. Além disso, o setor continua crescendo. Naquele mesmo ano, 34,6 milhões de passageiros viajaram, e a projeção para 2025 é de 37,7 milhões.
Ao mesmo tempo, o crescimento não depende mais exclusivamente dos "megacruzeiros". A CLIA relata que o mercado de cruzeiros de luxo triplicou desde 2010 em termos de número de embarcações, e que os cruzeiros de expedição e exploração aumentaram 22% de 2023 para 2024, sinais claros de um viajante que busca experiências mais específicas e menos voltadas para o mercado de massa, onde o valor da viagem reside não no número de passageiros a bordo, mas na qualidade da jornada, no nível de personalização e na conexão real com cada destino.




