“O que precisamos são regras claras, tanto para os proprietários quanto para os inquilinos, e isso permitirá que o mercado de aluguel se desenvolva”, observou Jorge Montalvo.
SANTO DOMINGO- A Acoprovi, Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários, vem se preparando desde o ano passado para apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de lei sobre locação e despejo de imóveis, que será um instrumento moderno para incentivar o investimento em propriedades para locação.
O documento seria adicionado ao projeto recentemente apresentado pelo deputado do PRM, Alfredo Pacheco, que na semana passada apresentou um projeto de lei sobre aluguéis, o qual já possui uma comissão para ser estudado na Câmara dos Deputados.
Jorge Montalvo, arquiteto e presidente da Acoprovi, enfatiza que a minuta do documento será compartilhada com todas as partes interessadas e, em seguida, submetida aos congressistas para avaliação.
O representante da entidade afirmou que o objetivo é que seja uma lei moderna que ofereça garantias legais a todas as partes envolvidas, para que possa servir como instrumento de desenvolvimento.
Montalvo estava no café da manhã econômico do jornal Hoy, onde explicou que o aluguel também é uma forma digna de moradia e desenvolve o mercado imobiliário, já que, com as devidas garantias legais, é possível obter moradias populares e sociais.
Segundo Montalvo, as propostas do documento da Acoprovi defendem que o investimento em imóveis para arrendamento deve ser incentivado e que os processos para um senhorio rescindir um contrato de arrendamento não devem ser longos, dispendiosos ou burocráticos.
O projeto de lei atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados recomenda que o Banco de Reservas seja o órgão regulador dos depósitos dos inquilinos. No entanto, a proposta de Acoprovi é estender essa prerrogativa a todas as instituições financeiras em geral.
“O que precisamos são regras claras, tanto para os proprietários quanto para os inquilinos, e isso permitirá que o mercado de aluguel se desenvolva”, disse ele.
Ele afirmou que existe uma cultura de aquisição de imóveis por pessoas que esperam viver dessa renda na velhice, mas não há mercado de aluguel porque não existem garantias legais.
Presidente do AEI
Alberto Bogaert, presidente da AEI, Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias, considera positivo o projeto de lei sobre locação apresentado por Alfredo Pacheco e afirma que ele trará confiança e modernização jurídica para dominicanos e estrangeiros.
“Entendemos que este projeto de lei, assim como o que regulamenta os serviços imobiliários e o contrato de corretagem apresentado pela Deputada Lourdes Aybar de Serulle, se aprovado, completaria com sucesso o ciclo de avanço e modernização do setor imobiliário e da construção civil”, explica ele.
Ele acredita que a combinação das duas leis impulsionará o desenvolvimento imobiliário na República Dominicana.
Em relação à lei de arrendamento, concorda com a proposta recentemente apresentada pelo Observatório Nacional da Indústria da Construção (ONIC), de que a comissão que estuda o projeto convoque as entidades do setor e ouça as suas observações.
“Após analisarmos o projeto de lei, ficamos satisfeitos com o texto, mas há alguns pontos muito importantes que também precisam ser abordados”, concluiu Bogaert.




