Francisco Contreras, diretor da Proedemaren, explicou que a empresa Inversiones Zahena afetou uma área de alta sensibilidade para espécies migratórias aéreas e marinhas para construir o projeto Cana Bay, Beach Club & Golf Resort, na República Dominicana.
Retirado de Hoy
SANTO DOMINGO– A Procuradoria Especializada em Defesa do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Proedemaren) anunciou que levará à justiça uma incorporadora imobiliária que, em violação às leis ambientais, destruiu manguezais ameaçados de extinção e aterrou lagoas em uma área protegida de Punta Cana, com o objetivo de viabilizar um projeto turístico.
Francisco Contreras, diretor da Proedemaren, explicou que a empresa Inversiones Zahena afetou uma área de alta sensibilidade para espécies migratórias aéreas e marinhas para construir o projeto Cana Bay, Beach Club & Golf Resort, na República Dominicana.
Ele afirmou que a Inversiones Zahena realizou o desmatamento com base em uma licença emitida em 9 de novembro de 2021 pelo diretor provincial de La Altagracia, do Ministério do Meio Ambiente, Santo Amado de la Rosa.

representada pelo ambientalista Eleuterio Martínez. (Fonte externa).
Ele explicou que, embora a empresa imobiliária afirme ter obtido uma licença de um funcionário do ministério regional, durante uma visita de inspeção que realizou na última terça-feira, pôde verificar que detritos de uma grande área de mangue, após o seu desmatamento, foram utilizados pela construtora como material para aterrar uma lagoa, com o objetivo de criar uma rota de trânsito.
Os membros do Ministério Público contaram com a colaboração da Academia de Ciências, na pessoa do ambientalista Eleuterio Martínez.
Entre as espécies afetadas estão aquelas listadas na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).




