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Segundo economista, a medida Mivhed aumentará os custos de habitação e afetará o fluxo de caixa das construtoras

Ele afirmou que esse setor tem um efeito multiplicador na economia, especialmente no setor informal.

SANTO DOMINGOO economista Alejandro Arredondo revelou que a decisão do Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (Mivhed)chega em um momento crítico para o setor.

Em entrevista durante a quarta edição do programa “La Ventana de El Inmobiliario”, ele destacou que, em nível macroeconômico, o setor vem sendo afetado desde o ano passado por diversos fatores importantes.

Ele explicou que essas variáveis ​​incluem altas taxas de juros, aumentos no preço dos materiais e a diminuição da mão de obra estrangeira devido às deportações recentes.

O especialista afirmou que a medida, anunciada em 15 de maio, abalou o setor devido ao aumento significativo dessas taxas.

“A recente medida do Ministério da Habitação e Edificações, que ajusta as taxas tanto para licenças quanto para inspeções, parece ter surpreendido o setor da construção civil, pois os aumentos chegam a 800%”, observou ele.

No que diz respeito ao impacto geral, Arredondo observou que as empresas de construção serão afetadas por problemas de fluxo de caixa, considerando que os engenheiros normalmente gerenciam de dois a quatro projetos.

“Se esse aumento for implementado conforme planejado, o valor que eles terão que pagar pela licença e pelas inspeções será maior, pois estamos falando de aumentos de 6.000 para 38.000, e até mesmo para 100.000”, explicou ele.

Além disso, ele comentou que outra consequência será evidente no aumento do custo da habitação, uma vez que esse aumento causará um "efeito em cadeia".

“A parte relacionada à construção dos edifícios pode gerar um efeito em cadeia, pois as unidades, sejam apartamentos ou torres, são construídas, o que aumenta o custo da habitação”, afirmou. 

O economista salientou que, da perspetiva do Governo, é essencial analisar a situação em cada setor antes de implementar novas regulamentações e considerar cuidadosamente quando estas poderão entrar em vigor, a fim de evitar efeitos adversos.

“Em outras palavras, quando uma medida governamental vai ser tomada, muitas vezes é preciso pensar em quando ela ocorrerá, porque já vimos no passado medidas serem tomadas em momentos inoportunos, e as autoridades tiveram que voltar atrás devido ao impacto negativo”, alertou ele.

Durante a entrevista, conduzida por Ana María Ramos, fundadora e diretora do El Inmobiliario, ela afirmou que a indústria da construção civil é um setor que representa 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da República Dominicana.

Nesse sentido, ele enfatizou que esse setor tem um efeito multiplicador na economia, especialmente no setor informal.

“Quando começam a construir uma torre, a primeira coisa que se instala é uma mulher vendendo comida, e esse é um negócio informal que vai gerar um tipo de emprego porque ela vai precisar de um ajudante, e enquanto a torre durar, seja o negócio de uma mulher dominicana ou de um estrangeiro, haverá demanda por bens e serviços”, explicou ele.

Para complementar a entrevista, convidamos você a visitar nosso canal no YouTube para assistir a este e outros episódios de Window El Inmobiliario”.

Foto: Solangel Valdez.

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Escarlin Pozo
Escarlin Pozo
Jornalista que escreve a partir de uma perspectiva humana. Fundadora e CEO da EP Creative e da revista Misses. Possui diploma em pesquisa, locução e mestrado em Marketing Digital pelo IED, Espanha.
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