SANTO DOMINGO- Teodoro Tejada, ex-presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores (Codia), afirma que a manutenção da infraestrutura pública de um país é a forma mais eficaz de prevenir a perda de vidas, além dos recursos investidos para mitigar os danos causados após um fenômeno natural.
Nesse sentido, o profissional apelou às autoridades para que implementem um plano de política pública para a manutenção das obras de infraestrutura rodoviária, hidráulica e predial, de forma a garantir a sua vida útil ao longo do tempo.
“Para obter o máximo proveito dos investimentos públicos realizados em construções, como pontes, rodovias, estradas rurais, barragens, canais de irrigação, além de aquedutos e habitações, é necessário implementar e programar um plano de manutenção rigoroso”, explicou Tejada, durante sua participação no XV Congresso Internacional de Engenharia Civil, realizado no Panamá.
O profissional da construção civil fez uma apresentação para a Sociedade Panamenha de Engenheiros e Arquitetos (SPIA) sobre o tema "Manutenção de Rotina Diante dos Efeitos de Desastres Naturais", como parte do eixo temático de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas.
“A falta de manutenção nas estruturas de captação dos aquedutos, a falha na remoção de sedimentos das barragens e a falta de poda de árvores grandes, que derrubam postes de linhas de energia, são alguns dos fatores que causam esses problemas”, disse ele.

O ex-presidente da Codia afirmou que a falta de controle de ervas daninhas ou vegetação em rodovias e estradas rurais, bem como a falta de limpeza e a impossibilidade de remoção de materiais, reduzem a vida útil dessas obras em mais de 50%.
O engenheiro lembrou que um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelou que "para cada dólar que deixamos de investir em manutenção, temos que gastar sete dólares em mitigação de desastres".
Fonte: Listín Diario com texto modificado.




