Em fevereiro de 2022, a produção de aço bruto diminuiu 6,8% em comparação com o mês anterior, atingindo 4,8 milhões de toneladas (Mt).
SANTO DOMINGO – A diminuição na oferta de aço e matérias-primas devido à indisponibilidade de suprimentos da Ucrânia ou da Rússia causou uma situação generalizada de aumento de preços em todo o mundo, seja porque esses novos fornecedores têm custos mais elevados, seja devido à simples superdemanda por matérias-primas que alguns fornecedores enfrentam, disse hoje Alejandro Wagner, diretor executivo da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero).
“No mercado dominicano, por exemplo, a maior parte da matéria-prima utilizada para o acabamento de produtos de aço vinha da Ucrânia. Devido ao conflito armado, o país teve que encontrar novas fontes de produtores para garantir o abastecimento”, Alacero em um comunicado à imprensa.
Ele acrescentou que outro fator que dificulta as compras de aço pelos países latino-americanos é a inflação. Observou que os governos aumentaram as taxas de juros para contê-la, mas, com as eleições de 2022 em países de toda a região, mudanças no cenário político podem impactar a implementação de reformas econômicas.
“Portanto, é importante encontrar um equilíbrio entre demanda e produção, bem como a cooperação entre os países, para continuar alcançando melhores resultados. Por exemplo, existe a oportunidade de modernizar e renovar a indústria siderúrgica com novos investimentos verdes a médio e longo prazo, porque a renovação, em um momento de escassez de energia, acarretaria aumento de custos”, disse Wagner.
Em fevereiro de 2022, a produção de aço bruto diminuiu 6,8% em comparação com o mês anterior, atingindo 4,8 milhões de toneladas (Mt).
Em 2021, a produção de aço bruto aumentou 15,7% em comparação com o ano anterior, atingindo um total de 64,8 milhões de toneladas, enquanto a produção de aço laminado aumentou 19,5% (55,7 milhões de toneladas).
O ano terminou com um consumo regional total de 74,8 milhões de toneladas, um aumento de 26,6% em comparação com o ano anterior (59,1 milhões de toneladas) e de 15,4% em comparação com 2019 (64,8 milhões de toneladas).
Fonte: Diario Libre




