O Chefe de Estado afirma que a redução da mão de obra estrangeira na construção civil e em outras áreas é uma questão de segurança nacional
Por Yamalie Rosario
El Inmobiliario
SANTO DOMINGO. Para o Presidente da República, Luis Abinader, reduzir ao máximo a mão de obra estrangeira, mecanizando diversos processos no setor da construção civil e em outros setores importantes da economia nacional, como a agricultura, é um objetivo de segurança nacional.
Em seu discurso na cerimônia de abertura da 8ª Mesa Redonda Nacional sobre Habitação, organizada pela Associação de Construtores e Promotores de Habitação (Acoprovi), o Chefe de Estado afirmou que, para esses fins, o governo está disponibilizando recursos por meio do Banco de Desenvolvimento e Exportação (Bandex) para financiar a mecanização de diferentes setores da construção civil.
“Posso afirmar que os dias da mão de obra estrangeira estão contados. Dadas as situações decorrentes da supervisão internacional, que muitas vezes é muito positiva, e da pressão de vários setores, devemos planejar o uso cada vez menor de mão de obra estrangeira. É um fato, uma conjuntura histórica, uma realidade, que todos nós temos que trabalhar para sustentar esse setor, mas também para o bem, o interesse e a segurança nacional”, declarou.
Como o presidente afirmou estar ciente da necessidade de se chegar a um consenso com o setor da construção civil, ele expressou a importância de o governo e o setor privado trabalharem juntos para esse fim.
“Portanto, peço à Acoprovi, à Câmara da Construção e a todos os setores importantes da indústria da construção que trabalhem em conjunto”, afirmou.
Abinader argumenta que os processos artesanais ainda existem, sendo necessário mecanizá-los, e destacou que há países que já alcançaram os mesmos objetivos.
Ele reiterou: "Posso afirmar aqui, como Presidente da República, com base em todas as informações que temos, que este projeto, este objetivo, é um objetivo de interesse nacional para nós.".
Ele pediu a Acoprovi que buscasse um "plano de consenso nacional" antes do final deste ano para estabelecer processos graduais, desenvolvidos ano a ano, por um período de três a quatro anos, e assim reduzir gradualmente a mão de obra estrangeira.
Ele indicou que alcançar esse objetivo permitirá maior eficiência.
Ele garantiu ao setor privado que este terá o apoio do governo no estabelecimento de regulamentações, bem como o financiamento para a aquisição dos equipamentos necessários.
Ele anunciou que o Poder Executivo formará uma comissão para discutir com representantes do setor da construção civil o plano de redução da mão de obra estrangeira.
A aprovação da Lei de Locação é essencial
Por outro lado, o presidente Luis Abinader assegurou que para o governo é essencial promover "junto aos seus congressistas" a aprovação do projeto de lei da Lei do Aluguel, porque a reforma dessa regulamentação garantirá investimentos.
A esse respeito, ele informou que "solicitaremos aos nossos congressistas que promovam a modificação da Lei de Locação".
Ele enfatizou que as autoridades concordam com a aprovação desta lei porque é necessário um quadro legal para garantir os investimentos no setor e que esta regulamentação será vantajosa para todos.
“Portanto, estamos trabalhando… Vamos pressionar pela aprovação da Lei de Locação nesta legislatura.”.




