Investimentos residenciais : Eliminar incentivos pode desestimular investimentos futuros e afetar projetos em andamento, alerta...

A eliminação de incentivos pode desestimular investimentos futuros e afetar projetos em andamento, alerta o AEI

Ele pediu ao governo que revisasse e reconsiderasse os aspectos da reforma que impactam negativamente o setor imobiliário e que estabelecesse um diálogo aberto entre os setores público e privado para encontrar soluções que não comprometam o acesso a moradias dignas e acessíveis.

SANTO DOMINGO– Continuam a surgir opiniões sobre o polêmico Projeto de Modernização Tributária, apresentado ao país na semana passada pelo governo Luis Abinader e atualmente em análise na Câmara dos Deputados. A Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI) reagiu à proposta, destacando que os investimentos acumulados pelo país nos últimos anos por meio de incentivos ao desenvolvimento imobiliário podem ser prejudicados e afetar projetos em andamento.

“A possível alteração desses incentivos pode desestimular investimentos futuros e afetar projetos em andamento, impactando negativamente o turismo e o desenvolvimento imobiliário e causando a migração de grandes volumes de capital para outros destinos próximos”, afirmou a entidade que representa os corretores de imóveis em comunicado.

Ele acrescenta que a reforma proposta poderá ter efeitos negativos significativos sobre os benefícios estabelecidos pela Lei 158-01, no que diz respeito à promoção do desenvolvimento turístico.

“Esta lei foi fundamental para incentivar o investimento estrangeiro no setor turístico e imobiliário, contribuindo para o desenvolvimento econômico de importantes áreas do país, a criação de empregos e o desenvolvimento das regiões onde se localizam os projetos imobiliários”, afirma o documento.

A associação afirma reconhecer a importância de uma modernização fiscal abrangente e participativa como instrumento para o progresso do país, argumentando que uma estrutura fiscal sólida e equitativa é fundamental para melhorar as condições de vida de todos os dominicanos e promover o desenvolvimento sustentável dos diversos setores produtivos, incluindo el inmobiliario.

“Acreditamos firmemente que é possível encontrar um equilíbrio entre a necessidade de aumentar a arrecadação de impostos e manter um setor imobiliário robusto e acessível para todos os dominicanos. É essencial preservar nossa posição como o paraíso do Caribe e continuar sendo líderes no turismo caribenho. Para isso, é crucial que a reforma tributária seja implementada de forma a fortalecer nossa economia sem comprometer os atrativos que fizeram do nosso país um destino turístico e de investimento de primeira linha”, afirma o posicionamento do AEI.

Executivos do AEI. (Fonte externa).

Acrescenta ainda que a organização está empenhada em colaborar construtivamente com as autoridades competentes e outras instituições do setor para garantir que a reforma tributária beneficie todos os setores da sociedade dominicana.

Seguem abaixo os pontos que, na opinião da AEI, são preocupantes no Projeto de Lei de Modernização Fiscal, proposto pelo Poder Executivo à nação dominicana:

Aumento nos custos de habitação: “Prevê-se um aumento entre 7,54% e 12,53% nos preços das habitações. Este aumento afetaria diretamente a classe média dominicana, dificultando o acesso à casa própria.”.

-Redução do limite para o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPI): “Isso impactaria negativamente tanto proprietários quanto inquilinos. Um aumento significativo nos preços dos aluguéis é esperado como consequência.”.

- Eliminação da taxa diferenciada para fundos imobiliários: “Isso poderia resultar em um aumento de 12,53% no preço de moradias populares e de 7,54% em moradias de classe média. Estima-se que 6 em cada 10 famílias dominicanas que planejavam adquirir sua primeira casa seriam imediatamente desqualificadas, o que é alarmante.”.

Queda nas vendas de imóveis residenciais: “Projeta-se uma redução de aproximadamente 56% nas vendas de imóveis residenciais. Isso poderá resultar em uma perda de investimento de 77.285 milhões de pesos e na redução de aproximadamente 115.465 empregos no setor.”.

-Impacto na segurança jurídica e no investimento: “A reforma proposta pode desestimular o investimento em imóveis para aluguel. Espera-se um efeito negativo na segurança jurídica do setor imobiliário.”.

– Impacto na Lei 158-01: “A reforma proposta poderá ter impactos negativos significativos nos benefícios estabelecidos pela Lei 158-01, no que diz respeito à Confotur. Esta lei tem sido fundamental para incentivar o investimento estrangeiro nos setores do turismo e do imobiliário, contribuindo para o desenvolvimento econômico de importantes áreas do país, a criação de empregos e o desenvolvimento das regiões onde se localizam os projetos imobiliários. A possível alteração desses incentivos poderá desestimular futuros investimentos e afetar projetos em andamento, impactando negativamente o desenvolvimento turístico e imobiliário e provocando a migração de grandes volumes de capital para outros destinos próximos.”.

Impostos adicionais: “A aplicação do ITBIS ao transporte de materiais e aos aluguéis de curta duração poderá ter repercussões adicionais nos custos e na competitividade do setor em relação a outros destinos, o que afetaria significativamente o turismo.”.

Apelo ao diálogo

A AEI apelou ao governo para que reveja e reconsidere os aspetos da reforma que impactam negativamente o setor imobiliário, e para que estabeleça um diálogo aberto entre os setores público e privado a fim de encontrar soluções que não comprometam o acesso a habitação digna e acessível.

Da mesma forma, sugere-se a consideração de medidas que preservem o progresso alcançado por meio da Lei 189-11 para o Desenvolvimento do Mercado Hipotecário e dos Fundos Fiduciários, bem como da Lei 158-01 sobre incentivos ao turismo, que, segundo o documento, foram fundamentais para o desenvolvimento do setor imobiliário e turístico do país.

Por fim, recomenda-se a busca de alternativas que permitam a modernização fiscal sem comprometer o bem-estar dos cidadãos e o desenvolvimento do setor imobiliário.

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