SANTO DOMINGO- Por meio da Resolução Ref. RIC-179-2023, a Direção-Geral de Contratação Pública (DGCP) determinou a desqualificação do Cadastro Estadual de Fornecedores (RPE) contra a empresa Transcore Latam, SRL, pela apresentação de documentação falsa ou adulterada, no âmbito do Processo Nacional de Licitação Pública nº INTRANT-CCC-LPN-2023-0001.
A Transcore Latam SRL é a empresa à qual o Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant) concedeu um contrato de 1,317 bilhão de pesos para a instalação da rede de semáforos na Grande Santo Domingo. A partir desta data, esta empresa está proibida de celebrar contratos com qualquer uma das instituições abrangidas pela Lei 340-06 sobre Licitações Públicas.
O órgão regulador das licitações públicas emitiu sua decisão final sobre a investigação. Carlos Pimentel, diretor da DGCP, explicou que a desqualificação definitiva se deve a provas concretas de adulteração e falsificação de documentos utilizados para participar do processo licitatório.
"Isso está claramente demonstrado, e a medida apropriada para uma infração tão grave é a inabilitação permanente. Além disso, aplica-se o Artigo 14 da Lei 340-06, que estipula que as empresas que participam de um processo com documentação falsa, alterada ou fraudulenta terão seus contratos anulados", disse ele ao Diario Libre.
Pimentel afirmou que com essa decisão a DGCP conclui seu processo de investigação, que ficará inteiramente a cargo do Ministério Público, da Pro Competencia e da Direção-Geral de Impostos Internos (DGII), pois revelou que "algumas inconsistências fiscais foram detectadas na empresa durante o processo, as quais consideramos importantes investigar"
"Em todas as investigações que conduzimos na DGCP, atuamos dentro dos limites da nossa competência, mas se constatarmos que se enquadram nos limites da competência de outra instituição, encaminhamo-las para essa instituição para que prossigam", acrescentou.
Pimentel afirmou que a Procuradoria-Geral da República seria notificada desta última decisão e expressou sua disposição em colaborar com o Ministério Público "para qualquer esclarecimento ou informação adicional, ou se acreditarmos que existem indícios de responsabilidade criminal no que era um caso interno"
As falsificações foram verificadas
De acordo com o dossiê da Resolução emitida pela DGCP, entre as constatações de falsidade, está a apresentação de uma certificação que atesta sua experiência em "soluções tecnológicas para sistemas de pedágio e tags", e não em sistemas de semáforos, como indicado no objeto do contrato da licitação em questão.
A documentação apresentada também se refere à "Transcore" e não à "Transcore Latam, SRL". Além disso, o tempo indicado na certificação (3 anos) não corresponde ao tempo de existência da empresa vencedora da licitação, que, à data do concurso, era de apenas 7 meses.
Da mesma forma, observou-se alteração de informações na declaração juramentada apresentada pela empresa vencedora e o uso de uma cópia da assinatura do Sr. Michael Mauritz, vice-presidente da Transcore LP, sem autorização prévia.
"As explicações apresentadas pelo licitante vencedor e seus argumentos foram considerados e levados em conta na decisão assinada hoje (terça-feira), sob uma perspectiva diferente, e isso se reflete na resolução. E não, os argumentos que apresentaram a respeito da falsificação não têm fundamento. As evidências das alterações nos documentos são obscuras e não sustentam a alegação", afirmou Pimentel.
Auditorias do Gabinete do Controlador
O Controlador Geral da República está realizando uma auditoria da instalação de semáforos e câmeras em cruzamentos para determinar o nível de execução do contrato.
Recorda-se que o diretor do Centro de Controle de Tráfego Interno, Samuel Baquero, certificou em carta enviada a Hugo Beras, diretor da instituição, que o contrato havia sido executado em 65%, comprometendo-se 863.460.504,20 pesos.
Medida de precaução adiada perante a TSA
O juiz Antonio Sánchez, do Tribunal Administrativo Superior (TAS), adiou para 14 de dezembro, às 14h, a audiência em que a Transcore Latam, SRL, empresa contratada pelo Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant) para instalar uma rede de semáforos na Grande Santo Domingo, solicitava uma liminar contra a decisão da Direção-Geral de Licitações Públicas (DGCP) que anulou o procedimento e o contrato, que envolvia um investimento de 1,317 bilhão de pesos. A audiência, que seria realizada na sala 01 do TAS, no Centro de los Héroes, foi adiada para que as partes tivessem a oportunidade de se familiarizar melhor com a questão.
Extraído do Diario Libre.




