A Associação Caribenha de Hotéis e Turismo (CHTA) alertou ontem que a eliminação dos incentivos fiscais terá consequências negativas a longo prazo para o setor turístico caribenho.
Segundo a CHTA, esses incentivos são cruciais para compensar os altos custos operacionais da região e atrair investimentos significativos.
“O turismo continua sendo o motor econômico do Caribe, beneficiando não apenas os hotéis, mas também os agricultores, pescadores e artesãos locais. Os incentivos fiscais permitiram que as empresas investissem no crescimento, criassem empregos e contribuíssem para a economia em geral”, afirmou a organização em comunicado.
A organização mencionou a situação geral no Caribe, mas enfatizou o Projeto de Lei de Modernização Fiscal, apresentado na última segunda-feira na República Dominicana.
“A proposta de reforma tributária da República Dominicana busca substituir uma estrutura de incentivos bem-sucedida por amplos aumentos de impostos, o que poderia prejudicar o papel do turismo como um importante motor econômico. A rápida recuperação do país após a pandemia, impulsionada por reformas em hotéis e novos investimentos, demonstra os benefícios da manutenção desses incentivos. Em 2022, os incentivos fiscais custaram ao governo US$ 138 milhões, mas geraram US$ 763 milhões em impostos relacionados ao turismo — um retorno de 5,5 vezes o investimento inicial — e US$ 1,05 bilhão em investimento estrangeiro direto, ilustrando um efeito multiplicador de 13 para 1”, afirmaram.
O presidente da CHTA falou sobre a importância do turismo para as economias caribenhas e enfatizou a importância de incentivos para manter o ritmo de crescimento.
"O turismo é mais do que um motor econômico: é a espinha dorsal de nossas economias", disse Sanovnik Destang, presidente da CHTA.
Agewgó afirmou que “reduzir os incentivos sem medidas de mitigação pode desestabilizar os esforços de recuperação. Devemos continuar investindo em infraestrutura e no setor de serviços para sustentar o crescimento do turismo”.
Destang enfatizou: “O turismo prospera não apenas com a beleza natural, mas também com a capacidade das empresas de investir em melhorias. Remover os incentivos fiscais sem alternativas baseadas em desempenho corre o risco de prejudicar esses investimentos, especialmente com o aumento da concorrência global.”.
Impacto no desenvolvimento econômico e no emprego
A CHTA reconhece os desafios fiscais enfrentados pelos governos caribenhos em decorrência da pandemia de COVID-19.
No entanto, destaca-se que o turismo tem sido um fator crucial para a recuperação econômica, restaurando empregos e receitas governamentais mais rapidamente do que o esperado. Eliminar incentivos fiscais sem alternativas pode sufocar o crescimento, reduzir a competitividade e limitar a criação de empregos.
O turismo no Caribe gera divisas quando os visitantes internacionais gastam em bens e serviços locais. Tributar insumos como infraestrutura e hotelaria aumentaria os custos e reduziria a competitividade, incentivando os turistas a escolher destinos mais baratos. Incentivos são essenciais para sustentar o crescimento e melhorar a qualidade dos serviços.
"Embora os investimentos em infraestrutura contribuam para um ambiente estável tanto para residentes quanto para visitantes, a remoção de incentivos fiscais para o turismo sem oferecer alternativas pode desacelerar o crescimento, reduzir a competitividade e limitar a criação de empregos", explica.
A organização insta os governos a adotarem uma abordagem colaborativa na elaboração de políticas fiscais, consultando as partes interessadas do setor turístico.
Essa parceria fomentará o crescimento a longo prazo, ampliará a participação local e aumentará a arrecadação de impostos. A CHTA também está preparada para trabalhar com instituições como o FMI e o Banco Mundial para criar estruturas que apoiem o crescimento do turismo e atendam às necessidades fiscais.




