SANTO DOMINGO - Jorge David Pérez, o novo presidente da Associação Dominicana de Produtores de Cimento Portland (ADOCEM), destacou ontem a importância de manter o setor da construção civil ativo, dado o seu impacto positivo na economia dominicana.
Ao destacar a queda nas vendas de cimento no mercado local, com uma diminuição de 6,2% nos primeiros quatro meses deste ano, o empresário enfatizou o declínio sofrido pelo setor da construção civil dominicano.
Ao tomar posse como presidente do Conselho de Administração da entidade para o biênio 2025-2027 , Pérez afirmou que o setor da construção civil, desde o ano passado, permanece bem abaixo de sua taxa média de crescimento de longo prazo.
“Ao final do primeiro trimestre deste ano, a taxa de crescimento da construção civil é negativa, em -2,3%, o que significa que o volume de vendas para o mercado local de cimento diminuiu 6,2% em comparação com 2024”, destacou ele.
O gerente geral da Argos Dominicanaafirmou que, desde a criação da entidade, eles têm trabalhado de forma coordenada em questões econômicas, sociais e ambientais para melhorar o desempenho do setor da construção civil, sendo a ADOCEM o canal para essa visão.
" Quanto mais o setor da construção civil investir e crescer , mais oportunidades serão oferecidas aos dominicanos para trabalhar, poupar, consumir e contribuir para o Estado, e este, por sua vez, poderá ter maiores fontes de renda para garantir saúde, educação e boa infraestrutura para todos", afirmou.
Projeto de alteração à Lei de Resíduos Sólidos
Em seu discurso, Pérez enfatizou o compromisso da indústria cimenteira em reduzir o impacto ambiental não apenas de suas operações, mas também da sociedade em geral, aplicando suas capacidades tecnológicas.
Ele também citou como exemplo a capacidade dos fornos de cimento de converter resíduos em energia, sendo este um modelo de economia circular que permitiria ao país reduzir o descarte de resíduos em aterros a céu aberto e as consequências adversas para o meio ambiente.
“Estamos diante de uma proposta de alteração da Lei Geral de Gestão e Coprocessamento de Resíduos que visa impor obrigatórias de recuperação energética de resíduos em empresas de cimento, sem uma estrutura de mercado equilibrada, criando monopólios que comprometem a viabilidade econômica do processo e também geram desconfiança em nossas empresas”, afirmou.
Pérez enfatizou que alcançar um futuro mais sustentável exige ação coletiva entre a indústria, o governo e a sociedade. “Sabemos que nenhum esforço individual é suficiente. Nosso convite, portanto, é para avançarmos por meio da colaboração e do intercâmbio técnico, e não por meio de medidas obrigatórias que ignoram as realidades da indústria e do país”, concluiu.




