LA VEGA -Imagens de vídeo captadas nos dias 16, 17 e 18 de janeiro mostram a "chegada dos trabalhadores e o local onde começam a remover a parte da frente" do edifício da empresa R&S Multimuebles SRL em La Vega, que desabou, causando a morte de uma pessoa e deixando várias outras feridas.
Esta é parte das provas apresentadas pelo Ministério Público, embora os proprietários da empresa tenham negado que obras de construção estivessem em andamento no momento do desabamento, em 18 de janeiro.
O processo que solicita medidas coercitivas contra Jesús María Sánchez Lantigua e Jorge Alberto Rosario Marte indica o contrário e, segundo o documento, o desabamento do edifício ocorreu durante a realização de atividades de demolição, modificação e construção estrutural, as quais foram registradas em vídeo.
Além disso, existem vídeos de operários removendo entulhos, cavando "profundamente" na parte frontal esquerda, entre outros trabalhos de remodelação, de acordo com uma publicação do Listín Diario.
“Além dessas evidências visuais, há o laudo de perícia criminal datado de 28/01/2023, elaborado pelo Cabo Júnior Brito Morel, membro da Diretoria de Investigação (Dicrim) de La Vega, por meio do qual foram apreendidas diversas ferramentas de construção, o que nos permite concluir, sem sombra de dúvida, que a referida obra estava sendo realizada no local”, diz o pedido de medidas coercitivas contra Sánchez Lantigua e Rosario Marte.
Da mesma forma, indicam que a obra foi realizada sem as autorizações do Colégio Dominicano de Engenheiros e Arquitetos (Codia) ou do Departamento de Planejamento Urbano da Prefeitura de La Vega, que são as primeiras autoridades competentes que devem autorizar para que se obtenha posteriormente a licença para qualquer tipo de construção ou modificação.
Entre as vítimas, além de Yasiris Joaquín de Jesús, que morreu esmagado pelos escombros e as funcionárias Jessica Bueno Reinoso; Madelyn Mercedes Abreu Britoy María Arielina Hernández Fernández, é o Estado Dominicano.
Na quarta-feira, os representantes legais dos proprietários da loja de móveis que desabou em La Vega rejeitaram a acusação do Ministério Público.
Luis Feliz, advogado dos executivos da empresa, descreveu o desabamento do prédio como "um evento acidental" e negou que os executivos estivessem realizando obras sem as devidas licenças.
“Mantemos a posição de que não foi esse o caso, que nenhuma construção ou modificação estava sendo realizada dentro da propriedade, e não estamos implicados em qualquer tipo de responsabilidade criminal por parte de Jesús María Sánchez Lantigua e Jorge Alberto Rosario Marte (proprietários da empresa), que tudo o que aconteceu foi um evento imprevisto”, afirmou Luis Feliz, advogado dos réus




