Um projeto de lei que regulamenta os serviços imobiliários e os contratos de corretagem está sendo novamente analisado no Congresso Nacional, por iniciativa da Deputada Lourdes Aybar de Serulle, do segundo distrito do Distrito Nacional, com o apoio da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI), da Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (ACOPROVI) e outras entidades ligadas ao setor.
O projeto de lei está atualmente em análise e, por meio da Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, estão sendo solicitados os diversos atores com influência sobre o assunto a contribuírem e enriquecerem a proposta.
Desde que tomou conhecimento do documento, El Inmobiliario tem publicado parte do conteúdo do projeto e continuará a noticiar os temas abordados, para que os setores envolvidos possam estar informados e compreender o seu alcance. Também o disponibilizamos no nosso site, em https://inmobiliario.do/, para que agentes e interessados possam fazer o download.
Esta é uma proposta interessante, cujo objetivo, conforme consta no documento, é "proteger a relação jurídica entre o proponente e o corretor de imóveis ou seus representantes, bem como a confiança do mercado imobiliário, decorrente da transação jurídica que surge em virtude da intermediação de corretores de imóveis ou seus representantes".
Apesar do crescimento significativo do setor da construção civil na República Dominicana, cujos números confirmam ser um dos setores mais dinâmicos da economia nacional, as políticas que orientam o trabalho de corretores e imobiliárias ainda estão em fase inicial, carecendo de regras e protocolos para direcionar suas práticas.
Sem dúvida, o setor conta com representantes de alto nível, com corretores que possuem excelentes habilidades de desempenho, profissionais com capacidade comprovada que aconselham e informam com eficácia os potenciais clientes que buscam satisfazer a demanda por um dos ativos fundamentais da vida, como a aquisição de uma casa.
Tanto a AEI quanto os empresários privados mantêm programas educacionais permanentes para apoiar o trabalho de ensino de agentes iniciantes que ingressam no ramo imobiliário; incluindo certificações como a emitida pela AEI, que oferece o programa de treinamento mais completo com 20 horas contínuas para que os novos agentes possam começar com conhecimentos básicos, além de oferecer uma segunda certificação onde os alunos completam seu ciclo de treinamento.
No entanto, o setor carece de um instrumento legal para proteger esses programas e fornecer diretrizes para o exercício dos serviços imobiliários, deixando, assim, a profissionalização daqueles que têm a responsabilidade pela venda e comercialização de imóveis no país ao seu próprio critério.
Essa situação leva a que indivíduos não qualificados assumam o papel de corretores de imóveis com pouca consideração pela segurança e sem qualquer supervisão, tornando-se uma ameaça para o setor, para os investidores e para os compradores, que muitas vezes recebem aconselhamento incorreto na aquisição de seus imóveis.
Corretores que dedicaram horas à preparação para o trabalho, com experiência, observam com suspeita o número de "agentes" que proliferam no país, alguns independentes, outros para os quais algumas agências nem sequer exigem um diploma do ensino médio para admiti-los em seus quadros.
A profissão de corretor de imóveis é uma das mais fáceis para pessoas desempregadas ingressarem, outras aproveitam as oportunidades oferecidas por amigos e familiares, e até mesmo há "golpistas" que se aproveitam da profissão e aplicam golpes nas pessoas por meio da venda e aluguel de imóveis.
Nos últimos meses, El Inmobiliario publicou um artigo https://inmobiliario.do/asesoras-inmobiliarias-alertan-sobre-estafas-en-alquileres-de-viviendas/ denunciando práticas fraudulentas no aluguel de diversos imóveis em áreas nobres da capital dominicana, por pessoas que, se passando por corretores de imóveis, lesaram várias famílias; práticas que diminuiriam se o país tivesse mecanismos de controle e regulamentação para o setor.
Esperamos que este instrumento de supervisão, há muito aguardado, prospere no Congresso Nacional desta vez, garantindo que o setor na República Dominicana se profissionalize e que a qualidade de seus serviços melhore, resultando em um sistema mais robusto e benéfico para seus participantes.



