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Um mercado que cresce com contratempos: 52% dos projetos de construção no país estão paralisados

Somente na região metropolitana de Santo Domingo, mais de 82% dos projetos de construção de moradias estão paralisados ​​devido a problemas de financiamento e controles regulatórios frouxos.

SANTO DOMINGO –   Mais da metade dos projetos de construção residencial registrados estão paralisados, segundo o Cadastro de Fornecimento de Materiais de Construção (ROE 2025-1), e associações do setor atribuem isso ao financiamento precário e à fragilidade dos controles regulatórios.

O da ONE mostra um mercado imobiliário que, apesar do seu dinamismo, enfrenta este desafio estrutural que afeta mais de metade dos projetos registados e que se tornou o principal de alerta para o setor da construção no país.

O documento indica que 74% dos projetos de construção registrados estão ativos, com mais de 6,3 milhões de metros quadrados em construção, predominantemente apartamentos, que representam 93% das unidades. As casas, por sua vez, mal chegam a 3%.

Santo Domingo de Guzmán possui a maior concentração de apartamentos e 42,6% da área total de construção ativa, enquanto Santo Domingo Este lidera em casas unifamiliares.

Até o momento, a perspectiva parece ser de expansão: a verticalização urbana, a diversificação de destinos e a consolidação de bairros como Piantini ou Los Guaricanos como polos de investimento sugerem um setor em movimento.

No entanto, os dados revelam que 52% dos projetos de construção no país estão paralisados ​​e, somente na região metropolitana de Santo Domingo, mais de 82% das casas em construção estão interrompidas.

Os sindicatos do setor alertaram que o financiamento precário e a existência de poucos e deficientes controles regulatórios afetam significativamente o setor e, de fato, o Ministério do Trabalho paralisou pelo menos 15 projetos de construção no Distrito Nacional por descumprimento das normas de segurança.

Contexto macroeconômico

O Banco Central da República Dominicana confirma a desaceleração. Durante os primeiros quatro meses de 2025, a economia cresceu apenas 2,5%, bem abaixo dos 5,1% registrados em 2024.

setor da construção civil foi o mais afetado, com uma queda de 2,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e essa contração reflete a dificuldade de colocar novas unidades no mercado, além da pressão dos custos dos materiais, que limitaram a continuidade dos projetos.

A combinação de projetos de construção paralisados ​​e atividade econômica mais lenta cria um ambiente de incerteza para construtoras e compradores. Grupos do setor insistem que políticas de estímulo e financiamento mais acessível são necessários para evitar que a desaceleração se transforme em uma crise.

A fotografia do mercado

Apesar das dificuldades, a seção VI do ROE 2025 oferece detalhes que nos permitem entender como se comporta a oferta:

– Situação do mercado imobiliário: Os apartamentos dominam a oferta, enquanto as casas estão em declínio.

– Preços: As faixas de preço mostram uma concentração nos segmentos médio e alto. Bairros como Piantini e Los Guaricanos se destacam por terem os preços médios por metro quadrado mais elevados.

– Comodidades e estacionamento: 86,1% dos apartamentos têm estacionamento, em comparação com 46,8% das casas. Dois terços das unidades têm uma vaga de estacionamento e um terço tem duas.

– Distribuição por municípios: Santo Domingo de Guzmán e Santo Domingo Este concentram a maior área individual de construção habitacional ativa.

– Tendências de design: A maioria das casas mais utilizadas tem entre um e dois andares, e predominam unidades com um ou dois banheiros.

O mercado imobiliário dominicano em 2025 reflete um paradoxo: uma oferta ampla e diversificada, mas marcada pela paralisia de projetos.

A queda no setor da construção civil, segundo os indicadores do Banco Central, confirma que o setor atravessa um período de ajustamento , e o desafio imediato será reativar projetos paralisados ​​e garantir que a expansão urbana não fique inacabada.

Em resumo, o ROE 2025-1 oferece um panorama que combina oportunidades e riscos: um setor que continua sendo um motor econômico, mas que precisa de apoio financeiro e regulatório para superar a atual desaceleração.

Classificação Comparativa de Obras – ROE 2025-1

CategoriaEstado geral das obrasEstado das obras em andamento
O que ele mede?O status administrativo/comercial da obra. Se ela ainda está disponível no mercado ou não.O progresso físico da construção nas obras em andamento.
Universo avaliadoTotal de obras registradas: 7.619Área total em construção: 6,3 milhões de m²
Tipos de classificação– Ativo
– Inativo
– Concluído
– Em construção
– Em espera
– Em fase de planejamento / concluído
Principais resultados– 74% ativos (5.635 projetos)
– 22,8% inativos
– 3,3% concluídos
– 68,8% em construção
– 26% paralisadas
– 5,2% em fase de planejamento/correspondentes a obras concluídas
Como interpretar“Ativo” = a obra permanece fazendo parte da oferta de mercado (não é descartada, não é totalmente vendida).Um projeto em andamento pode ser fisicamente paralisado, mesmo que faça parte da oferta disponível.
Relação entre ambas as classificaçõesUma obra pode estar "ativa" no registro, mas seu progresso físico pode ser diferente.Dentro das obras em andamento, uma parcela significativa está paralisada na fase de construção.
Conclusão principal74% das obras ainda são válidas no mercado.Mas, dentro desses 74%, 26% da área está paralisada, o que reflete um nível significativo de inércia no setor.

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Solangel Valdez
Solangel Valdez
Jornalista, fotógrafa e especialista em relações públicas. Aspirante a escritora, leitora, cozinheira e viajante.
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