Os dados sobre o impacto econômico do conflito no Oriente Médio nas economias dos mercados emissores de turismo apontam para uma redução na renda e perda de empregos nesses países que impulsionam o turismo local
SANTO DOMINGO – A “Análise do Contexto Internacional, abril de 2026 (de 13 de abril a 12 de maio de 2026)”, publicada pelo Banco Central, registra uma desaceleração econômica e pressões inflacionárias nos principais mercados emissores de turistas para o país, o que pode se traduzir em menor capacidade de gastos discricionários por parte dos visitantes internacionais.
Os Estados Unidos, principal mercado emissor de turistas para o Caribe e a República Dominicana, registraram uma taxa de inflação de 3,8% em abril de 2026 em comparação com 3,3% em março, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS).
A pesquisa, conduzida por Eduardo Saviñón e Elizabeth Guzmán, da Subdiretoria de Assuntos Econômicos Internacionais do Departamento Internacional do Banco Central, atribui o aumento principalmente à "elevação dos preços da gasolina, seguida por pressões persistentes nos índices de habitação e alimentos", enquanto a inflação subjacente ficou em 2,7%.
Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional, em sua atualização de abril de 2026 do relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), também reduziu sua projeção de crescimento para os Estados Unidos em um décimo, fixando-a em 2,3% para o ano.
Esse crescimento econômico mais lento, combinado com a inflação persistente, pode se traduzir em menor capacidade de gastos discricionários para os consumidores, incluindo o turismo internacional, afirma o documento do Banco Central.
"O FMI reduziu sua previsão de crescimento para os Estados Unidos e a China em um décimo de ponto percentual, para 2,3% e 4,4%, respectivamente. No caso da zona do euro, a previsão foi revisada para baixo, de 1,3% para 1,1%", segundo o documento do BCRD.
No mercado europeu, a zona do euro registrou um crescimento do PIB de apenas 0,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior, e a inflação geral subiu para 3,0% em abril, pelo segundo mês consecutivo acima da meta de 2,0% do Banco Central Europeu, impulsionada pelos preços dos combustíveis, que subiram 10,9% em relação ao ano anterior.
O desemprego na zona do euro situou-se em 6,2% em março, com aproximadamente 10,9 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, de acordo com o Eurostat.
No caso do Reino Unido, o FMI revisou sua projeção de crescimento para 2026, reduzindo-a de 1,3% para 0,8%, a maior redução entre as principais economias avançadas na atualização de abril.
De forma geral, o FMI revisou para cima sua previsão de crescimento para a América Latina e o Caribe, de 2,2% para 2,3%, impulsionada pela expectativa de melhor desempenho no Brasil e no México.
Esses dados sugerem um maior dinamismo no turismo intrarregional, embora esse segmento tenha um peso relativo menor nos destinos caribenhos do que o turismo norte-americano e europeu.
| IPC dos EUA (abril) 3,8% Nível mais alto no período analisado | PIB da Zona Euro (1º trimestre de 2026) 0,1% em comparação com o trimestre anterior; um décimo a menos que no período anterior. | América Latina e Caribe (projeção do FMI) 2,3% Revisado para cima, de 2,2% |
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