SANTO DOMINGO – Durante o painel “Garantias Legais no Mercado Dominicano de Investimento Imobiliário”, no Fórum El Inmobiliario Secure Meters: Investimento Imobiliário ao Quadrado”, a especialista Idamis Lozada Manzueta, Gerente da Divisão de Formalização de Contratos e Garantias do Banreservas, apresentou uma análise detalhada de como os bancos avaliam minuciosamente a segurança jurídica antes de executar transações imobiliárias.
Dois aspectos-chave da análise: cliente e imóvel.
O setor bancário, como aliado estratégico do setor imobiliário, desempenha um papel fundamental para garantir que os investimentos sejam feitos dentro dos parâmetros legais. Lozada explicou que a análise bancária é conduzida sob duas perspectivas: a do cliente que solicita o financiamento e a do imóvel que servirá como garantia. “Temos que garantir que o cliente adquira seu imóvel com segurança e que o empréstimo seja respaldado por uma garantia”, afirmou.
Em seu discurso, a representante da Associação de Bancos Múltiplos da República Dominicana (ABA) explicou que as entidades bancárias, como entidades regulamentadas, devem manter um controle rigoroso sobre as garantias, o que implica solicitar informações adicionais em determinadas transações, tais como: taxas de manutenção do projeto, planos de estacionamento e declaração de condomínio.
A ausência de vagas de estacionamento claramente identificadas na matrícula do imóvel pode afetar negativamente a atratividade da propriedade, influenciando diretamente as decisões de financiamento.
Risco, manutenção e compromisso de longo prazo também são fatores a serem considerados.
Lozada explicou que os bancos avaliam o risco não apenas na concessão de um empréstimo, mas ao longo de toda a sua duração, que pode variar de 10 a 20 anos. Portanto, são incluídas cláusulas que permitem ao banco antecipar os pagamentos de manutenção em caso de inadimplência, a fim de preservar o valor do imóvel.
“Em um projeto onde a manutenção não é paga, pode haver deterioração que afeta o estado da garantia, que é o imóvel”,alertou Lozada.
Além de compradores individuais, os bancos também financiam incorporadoras. Nesses casos, o projeto como um todo, os planos de aprovação e as condições de execução são estudados para garantir um desenvolvimento ideal e sustentável.
Esta apresentação destaca que a segurança jurídica não é apenas uma formalidade: é a base da confiança entre bancos, incorporadoras e compradores. Do plano de estacionamento à estrutura legal do condomínio, cada detalhe importa e tudo deve ser devidamente documentado. Também participaram do painel de discussão " Garantias Jurídicas no Mercado Imobiliário Dominicano" Annerys Meléndez, presidente da Acoprovi; Eddy Alcántara, diretor executivo da Pro Consumidor; e a moderadora foi a arquiteta Vivian Reyes, CEO da Urbe Construcciones.




