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Santo Domingo Leste já não é “aquele lado”, afirma o arquiteto Angel Sosa

 O texto convida construtores e investidores a explorarem oportunidades de negócios nessa área

SANTO DOMINGO – “Muitas pessoas ainda veem o município de Santo Domingo Este apenas como aquele lado. Enxergam-no como um bairro, não como uma cidade”, afirma o arquiteto Angel Sosa, diretor de Planejamento Urbano do município, que destacou o potencial e as vantagens oferecidas pela zona leste da capital, a área mais populosa do país.

“Ele convidou construtores e investidores a enxergarem a região como uma cidade. Porque quando você a enxerga como uma cidade, consegue investir melhor. Quando você a enxerga como uma cidade, você enxerga as oportunidades de negócio”, explicou o especialista durante sua participação no painel “Desenvolvimento Urbano das Cidades na República Dominicana”, na 8ª Mesa Redonda Nacional sobre Habitação, realizada na semana passada pela Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários (Acoprovi).

Sosa afirmou que o município possui atualmente cerca de 11 parques industriais e aproximadamente 15.000 casas em construção. Ele também mencionou os dois aeroportos, destacando que o principal aeroporto para viajantes dominicanos está localizado ali.

“Este é o único município localizado diretamente na trajetória do sol. É um dos mais importantes do ponto de vista georreferenciado. Temos, por exemplo, dois aeroportos; o principal fica bem aqui. Também possui dois megaportos: um megaporto turístico e o megaporto de Punta Caucedo. Isso significa que, do ponto de vista estratégico, geograficamente falando, é um dos municípios com maior potencial de crescimento.”.

Pelos motivos expostos acima, o arquiteto acredita que este distrito precisa de infraestrutura para solucionar os problemas do município, argumentando que "precisamos ajudar a descongestionar o Distrito Nacional, tanto em termos de serviços quanto de infraestrutura. Outras cidades e municípios precisam ser desenvolvidos para que as pessoas não precisem se deslocar.".

Cidade policêntrica

Por isso, Sosa defende o desenvolvimento de uma cidade policêntrica, que disponha de todos os serviços necessários para que as pessoas resolvam seus problemas básicos sem precisar se deslocar para outra cidade, pois isso garante o alívio do trânsito. "Tudo isso contribui para a integração dessa mobilidade", afirma.

Ele afirma que 33% de seus alunos na Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD) residem na província de Santo Domingo. "Se tivermos um campus de extensão da UASD, esses 33% da população que atualmente se deslocam para o Distrito deixarão de fazê-lo.".

Ele acrescenta que, se também oferecerem serviços como passaportes, obras públicas e todos os ministérios, as pessoas deixarão de vir ao Distrito Nacional. "Portanto, acredito que o conceito de descentralização deva se concentrar mais na infraestrutura urbana.".

Ele afirmou que sua apresentação visava promover oportunidades de negócios, que — enfatizou — devem andar de mãos dadas com a responsabilidade social. "Todos nós temos uma responsabilidade social.".

Regular o território é uma prioridade

Para o arquiteto Angel Sosa, regulamentar o território é uma prioridade porque estabelece políticas de desenvolvimento claras para as cidades.

"E hoje, os membros da comunidade, por exemplo, as associações de bairro, são os principais fiscais que temos e os principais responsáveis ​​pela vigilância dos processos de desenvolvimento.".

Nesse sentido, ele considera um desafio coletivo focar na importância de regulamentar os territórios e estabelecer regras claras sobre o que pode e o que não pode ser desenvolvido.

“Aqui, onde há muitos investidores, ter um plano claro permitirá que vocês realizem seus estudos de pré-viabilidade, seus estudos econômicos adequados, com os mesmos conselhos, nessas participações que sempre tivemos, para poder analisar um quadro regulatório que esteja de acordo com as necessidades da cidade.”.

Sosa entende que a situação atual oferece uma oportunidade para isso, visto que o governo central, juntamente com as administrações municipais, no caso do Distrito Nacional, têm trabalhado em conjunto e orientados na mesma direção para o desenvolvimento urbano das cidades do país.

“Sempre disse que a cidade é sinônimo de qualidade de vida. A cidade é um lugar onde as pessoas se sentem felizes. Se as pessoas não se sentem felizes, então não há vínculo com a cidade”, afirmou o palestrante.

Plenário

O plano de desenvolvimento urbano da 8ª Mesa Redonda Nacional de Habitação, "Visão 2030 Desenvolvimento Urbano das Cidades na República Dominicana: Distrito Nacional e Santo Domingo Leste, situação atual,
desafios e oportunidades", contou, além de Sosa, com a participação do arquiteto Mayobanex Suazo, diretor de Planejamento Urbano da Prefeitura do Distrito Nacional; e, como moderador, esteve presente o arquiteto Jorge Montalvo, ex-presidente da ACOPROVI.

Foto da capa: Fidel Pérez/El Inmobiliario.

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