"Não condeno a proteção dos inquilinos, mas defendo veementemente os direitos de propriedade.".
SANTO DOMINGO -Reyna Echenique, advogada especializada em direito imobiliário, afirmou que o projeto de lei geral sobre aluguéis e despejos de imóveis, aprovado em primeira leitura na Câmara dos Deputados, violaria os direitos de propriedade na República Dominicana.
Em entrevista ao programa semanal “La Ventana de El Inmobiliario”, o especialista enfatizou que as últimas modificações tiveram um caráter “revolucionário”, apesar de concordar com a atualização da lei.
“De um modo geral, é bom porque traz progresso, transparência e clareza, mas entendo que os últimos ajustes feitos foram muito ousados e revolucionários, como penalizar o proprietário se ele despejar o inquilino violando processos ilegais”, afirmou.
A consultoria imobiliária sugeriu que, em vez de penalizar esse tipo de ilegalidade, que poderia levar à prisão do proprietário, sanções econômicas aos proprietários que violam as fases legais do despejo, que visam regular as obrigações entre inquilinos e proprietários.
Ele acrescentou que o projeto de lei, apresentado em 25 de junho, poderia desestimular o investimento estrangeiro e nacional, uma vez que "o abuso dos direitos do proprietário" por parte do inquilino cria tensões e aborrecimentos.
Echenique comentou que a atual lei de arrendamento do país foi promulgada em 1955, há quase 70 anos. Diante disso, ele reconheceu que se trata de uma "lei que protege muito os inquilinos.
“Não condeno as proteções aos inquilinos, mas defendo veementemente os direitos de propriedade. Portanto, quando se tem uma lei que protege tanto os inquilinos, está-se dando-lhes poder”, explicou ele.
Tribunal especial para casos de aluguel e despejo
Questionada sobre a criação de um "Tribunal Especial para Aluguéis e Despejos", também proposto no projeto de lei, ela indicou concordar, levando em consideração a necessidade de treinar uma equipe para integrar o órgão.
“Atualmente, o acúmulo de processos em todos os tribunais da República Dominicana está se tornando rotativo, e a criação de um tribunal especial para lidar com esse tipo de litígio exige pessoal treinado”, concluiu o especialista.




