Construção residencial : Reduzir os golpes imobiliários é essencial para a continuidade dos negócios...

Reduzir os golpes imobiliários é essencial para a continuidade do setor, afirmam os advogados

SANTO DOMINGO - Reduzir os golpes imobiliários é essencial para que o setor continue prosperando na República Dominicana, pois é uma das principais atividades da economia do país e a que apresentou maior evolução nos últimos tempos.

A afirmação foi feita pela advogada e especialista em prevenção à lavagem de dinheiro Joselina Taveras, que participou, juntamente com Reyna Echenique e Luz del Alba Rodríguez, do painel "O passo a passo legal de uma venda segura", no terceiro Fórum CENI Expo, realizado em 2 de maio no hotel Dominican Fiesta, onde as três especialistas ofereceram recomendações sobre como aumentar a segurança na venda de imóveis no país.

“A lei dá estrutura a uma das atividades-chave da economia do país; o setor da construção civil é fundamental porque é o que mais evoluiu nos últimos tempos. Os golpes continuam porque não tomamos as medidas necessárias”, afirmou.

Ele disse que o consumidor de hoje é instruído e que aqueles que não entenderem isso ficarão para trás no mercado.

“Do ponto de vista da prevenção da lavagem de dinheiro, para entrar no mercado imobiliário é preciso ter uma espécie de seguro, que é a diligência prévia”, explicou Taveras.

“Na medida em que realizo uma compra segura, estou criando um relacionamento como cliente, que também confiará em você como vendedor, porque a due diligence é vantajosa para ambas as partes; é uma forma de agregar valor, pois, no final, estamos informando o cliente e demonstrando que o incorporador está ciente do processo.”.

O especialista em prevenção à lavagem de dinheiro, certificado pela FIBA, da Flórida, EUA, também defendeu a regulamentação de edifícios de aluguel por temporada, visto que o modo de vida em condomínios evoluiu para outro modelo de negócio.

“Tudo o que não está por escrito é incerto”, comentou ele, após argumentar que todas as especificações de um imóvel deveriam constar em contrato: os acabamentos, as cláusulas de ajuste de preço, o acompanhamento do processo com o cliente; neste novo mundo, nada é estático.”.

«Não existe venda perfeita e, por vezes, a burocracia do sistema dificulta o processo, mas, através de um documento com todas as especificações, é possível formalizar um contrato de compra e venda«.

Luz del Alba Rodríguez, Joselina Taveras, Osman González e Reyna Echenique. (Justo Feliz/El Inmobiliario).

Reina Echenique

A Rainha do Mercado Imobiliário identificou os três principais intervenientes no processo: vendedor, produto e comprador. “Mas para que esse produto seja viável e possa ser consumido, tudo começa com a legitimidade do imóvel. Muitos incorporadores não possuem a titularidade legal; não é a certeza da venda que importa, mas sim a segurança jurídica que devemos proporcionar aos nossos vendedores”, explicou ela.

Echenique opinou que os agentes imobiliários que representam incorporadoras são obrigados a fornecer uma garantia ao comprador. “Essa diligência prévia, quando a iniciamos, exige que investiguemos a origem dos fundos, para quem estamos vendendo e como aprimoramos um projeto para entregar um produto de qualidade aos nossos clientes.”.

Outro erro apontado pela especialista em direito imobiliário foi esquecer a cláusula "quem está vendendo para mim". "Quanto mais soubermos, mais oportunidades teremos. Uma venda bem-sucedida começa com a geração de leads eficaz, e quanto mais aprimorarmos o processo, mais curto ele se torna", explicou ela.

Em que qualidade estou vendendo esse imóvel? "Se essa cláusula estiver ausente, é um sinal de alerta; vender algo que não lhe pertence é uma venda nula.".

O líder do setor imobiliário afirmou que é aconselhável ter as licenças de construção. "Quando recebemos um projeto, fazemos perguntas para obter um panorama completo. Precisamos criar um dossiê, verificar se a escritura está em nome do proprietário e acompanhar o processo, caso desejemos oferecer segurança jurídica ao cliente.".

"Um negócio imobiliário sem legislação não é sustentável", afirmou o advogado.

Luz del Alba Rodríguez

O especialista em direito imobiliário e agrimensor enfatizou a importância de garantir que a documentação fornecida pelo proprietário corresponda ao imóvel. “Quando um terreno é adjacente a outro, é necessário restabelecer os limites ou identificar a propriedade. Outro ponto importante é que a área corresponda aos metros quadrados declarados no contrato e que os corretores de imóveis entendam o que constitui uma 'tarea de tierra' (unidade de medida de terreno).”.

"Outro ponto é que, se eu tenho uma propriedade de mil metros e ela faz divisa com um recurso natural, ela não tem mil metros", explicou o especialista, referindo-se à margem que deve ser estabelecida por lei no que diz respeito às áreas verdes.

Ele citou alguns erros que um corretor de imóveis deve evitar antes de fechar uma venda.

1-Verifique o preço real do imóvel, os aspectos técnicos relacionados à avaliação, pois muitas vezes trata-se de um preço sentimental.

“Existe esse mito de que as avaliações depreciam o valor dos imóveis; os bancos querem emprestar dinheiro, e o elemento-chave é uma avaliação.”.

2- Se meu cliente deseja um apartamento para investir ou morar, preciso saber qual lhe convém, quaisquer regulamentos ou políticas de convivência, se essa unidade se qualifica para as plataformas, pois há algumas que são vedadas pelo regime de condomínio.

A discussão foi moderada pelo arquiteto Osman González.

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