A República Dominicana é o mercado com maior potencial no Caribe e tem a possibilidade de se tornar um polo turístico e logístico.
FORBES
Nos últimos dez anos, a chegada de passageiros por via aérea à República Dominicana registrou um aumento de quase três milhões, passando de 5,1 milhões em 2013 para 7,9 milhões em 2022, segundo dados do Banco Central (BCRD).
Somando as partidas, o número de viajantes ultrapassou 15,4 milhões somente no ano passado, e 94% deles viajaram por três aeroportos: Aeroporto Internacional de Punta Cana (8.181.879); Aeroporto Las Américas (4.519.387); e Aeroporto de Cibao (1.796.207), de acordo com o Relatório Estatístico de Transporte Aéreo da Agência de Aviação Civil da República Dominicana (JAC).
Este é um dos argumentos que o Estado Dominicano e a Aeropuertos Dominicanos Siglo XXI (Aerodom) utilizam como base para a renovação do contrato de concessão assinado em 1999 e que termina em 2030.
“As expectativas de crescimento do tráfego são extraordinárias. É por isso que precisamos renovar o contrato agora mesmo, porque a capacidade instalada, especificamente no Aeroporto Las Américas, será excedida antes do término da concessão”, explicou à Forbes por escrito Mónika Infante, CEO da Aerodom, que foi recentemente eleita presidente do conselho de administração da Associação de Aeroportos da América Latina e do Caribe (ACI-LAC) para o biênio 2024-2025.
Infante argumenta que, até 2028, o Aeroporto Internacional José Francisco Peña Gómez das Américas (AILA-JFPG), localizado em Santo Domingo, não terá capacidade para o tráfego de passageiros projetado.
Modernização e tecnologias
Na carta dirigida ao presidente da Câmara dos Deputados, Alfredo Pacheco, o presidente da República, Luis Abinader, afirma que essa renovação contribuiria para dotar o país de uma "infraestrutura aeroportuária moderna".
Entre as novas tecnologias que a VINCI Airports, empresa-mãe da Aerodom, implementará nos aeroportos sob sua concessão no país estão o controle biométrico, um novo sistema de manuseio de bagagens e mais módulos de autoatendimento para que os passageiros possam fazer o check-in e concluir outros processos.
“A expectativa é que, com essas novas tecnologias, que utilizam inteligência artificial para prever os horários de pico e a quantidade necessária de instalações em cada ponto, os processos possam ser otimizados e as filas, reduzidas”, explica Infante.
Infante destaca que essas tecnologias foram implementadas pelo grupo VINCI, que administra mais de 65 aeroportos em 12 países da Europa, Ásia e Américas, entre outros lugares.
Infante acrescenta que o interesse do grupo em fazer esses investimentos em aeroportos dominicanos também se deve ao fato de a República Dominicana ser o mercado com maior potencial no Caribe e ter a possibilidade de se tornar um polo turístico e logístico.
Planos de investimento
Caso a renovação da concessão seja aprovada, estendendo-se até 2060, a VINCI prevê um plano de investimentos totalizando US$ 830 milhões. Alguns desses investimentos começarão imediatamente, como a construção de um novo terminal em AILA, no valor de US$ 250 milhões.
Além do AILA, o segundo aeroporto mais movimentado do país depois de Punta Cana, a Aerodom administra o Aeroporto La Isabela-Presidente Dr. Joaquín Balaguer, localizado em Santo Domingo Norte; Aeroporto Gregorio Luperón em Puerto Plata; Aeroporto María Montez em Barahona; Aeroporto El Catey-Presidente Juan Bosch e Aeródromo Arroyo Barril, localizado em Samaná.
Foto da capa: Aerodom.




