Forbes América Central
Um quarto dos 2.755 membros da lista de bilionários da Forbes de 2021 vive em apenas 10 cidades e, pela primeira vez em sete anos, Nova York perdeu o primeiro lugar como a cidade com o maior número de super-ricos do mundo.
Foi suplantada pela capital chinesa, Pequim (também conhecida como Beijing), lar de 100 bilionários, superando em um os 99 da cidade de Nova Iorque.
Segundo o estudo da Forbes, as 10 cidades registraram um aumento líquido no número de residentes bilionários no último ano. O relatório também revelou que, impulsionadas pela resiliência durante a pandemia, as quatro cidades chinesas presentes na lista deste ano — Pequim, Xangai, Shenzhen e a estreante Hangzhou — adicionaram 96 bilionários.
Shenzhen saltou da sétima para a quinta posição entre as cidades mais populares para bilionários, Hangzhou ficou em décimo lugar (ultrapassando a cidade-estado de Singapura na lista), enquanto Xangai se manteve estável na sexta posição.
Apesar de um ano turbulento no Empire State Building, Nova York ganhou sete novos bilionários. Do outro lado do Atlântico, Londres também ganhou sete novos residentes bilionários, embora tenha caído da quinta para a sétima posição como o lar mais popular para fortunas de dez dígitos. Completando o top dez, Moscou caiu da terceira para a quarta posição, Hong Kong caiu da segunda para a terceira, enquanto Mumbai e São Francisco, ambas com 48 bilionários cada, empataram em oitavo lugar.
Assim ficou o top 5
1 | Pequim: 100 bilionários
Em relação ao ano passado: +33
Patrimônio líquido total: US$ 484,3 bilhões
Residente mais rico: Zhang Yiming, US$ 35,6 bilhões
Pequim adicionou 33 novos bilionários à sua lista, à medida que a China se recuperava rapidamente dos problemas causados pela pandemia, saltando do 4º para o 1º lugar em nossa lista anual. O recém-chegado mais rico de Pequim é Wang Ning, de 34 anos, cujo próspero negócio de brinquedos, Pop Mart, abriu capital em Hong Kong em dezembro de 2020. Zhang Yiming, o residente mais rico de Pequim e fundador da sensação das redes sociais TikTok, dobrou seu patrimônio líquido para US$ 35,6 bilhões.
2| Nova Iorque: 99 bilionários
Desde o ano passado: +7%
Patrimônio líquido total: US$ 560,5 bilhões
Residente mais rico: Michael Bloomberg, US$ 59 bilhões
Após cair para o segundo lugar, os bilionários de Nova York podem se consolar com seu patrimônio líquido acumulado, que é US$ 80 bilhões maior do que o dos bilionários de Pequim. Michael Bloomberg (com um patrimônio de US$ 59 bilhões) continua sendo o indivíduo mais rico da cidade. Entre os recém-chegados à Big Apple estão Boris Jordan, natural de Long Island e fundador da distribuidora de cannabis Curaleaf, bem como Alexis Lê-Quôc e Olivier Pomel, cofundadores da empresa de monitoramento em nuvem Datadog.
3| Hong Kong: 80 bilionários
Desde o ano passado: +9
Patrimônio líquido total: US$ 448,4 bilhões
Residente mais rico: Li Ka-shing, US$ 33,7 bilhões
Apesar da queda no mercado imobiliário e da crescente interferência chinesa em seus assuntos políticos, Hong Kong ganhou nove bilionários, impulsionando a antiga colônia britânica para o terceiro lugar no ranking mundial de bilionários. O lendário investidor aposentado Li Ka-shing adicionou US$ 12 bilhões à sua fortuna, tornando-se o residente mais rico da cidade portuária. Enquanto isso, o magnata da mídia de Hong Kong e ex-bilionário Jimmy Lai foi preso em agosto de 2020 sob a controversa lei de segurança nacional da cidade.
4| Moscou: 79 bilionários
Desde o ano passado: +9%
Patrimônio líquido total: US$ 420,6 bilhões
Residente mais rico: Alexey Mordashov e família, US$ 29,1 bilhões
Moscou também adicionou nove bilionários no ano passado, mesmo com a cidade caindo para o 4º lugar. Embora o PIB da Rússia tenha contraído em 2020, foi um bom ano para os megabilionários da capital; seus 10 indivíduos mais ricos ficaram ainda mais ricos, adicionando US$ 72 bilhões às suas fortunas coletivas.
5| Shenzhen: 68 bilionários
Desde o ano passado: +24
Patrimônio líquido total: US$ 415,3 milhões
Residente mais rico: Ma Huanteg, US$ 65,8 bilhões
Os 24 bilionários de Shenzhen viram seus ganhos líquidos serem superados apenas pelos de Pequim. Todos, exceto um, dos 68 bilionários de Shenzhen construíram suas próprias fortunas, o que justifica o apelido da cidade: "Vale do Silício da China". O residente mais rico de Shenzhen, o chefe da Tencent, Ma Huateng, aumentou sua fortuna em US$ 28 bilhões, elevando o patrimônio líquido do magnata da mídia online para US$ 65,8 bilhões.




