"O preço da tinta subiu entre 25% e 30%, o do cimento até 15%, e o do vergalhão, que antes da pandemia do coronavírus custava RD$ 40.000 por tonelada, agora está em torno de RD$ 77.000.".
Extraído do Diario Libre
SANTO DOMINGO– Peças e tubos de plástico, madeira, tinta, cimento e vergalhões estão entre os materiais de construção cujos preços subiram consideravelmente no mercado dominicano, impactando o custo da habitação, em parte devido ao aumento da demanda, à escassez e ao transporte de materiais importados.
Isso foi apontado pelo presidente da Associação Dominicana de Lojas de Ferragens (Asodefe), Arturo Espinal, que revelou que as peças e tubos de plástico registraram o maior aumento, seguidos pela madeira, que subiu entre 200% e 300%.
Espinal relatou que o preço da tinta subiu entre 25% e 30%, o do cimento até 15% e o do vergalhão, "que antes da pandemia do coronavírus custava RD$ 40.000 por tonelada, agora está em torno de RD$ 77.000, embora tenha aumentado gradualmente, mas apresentou algumas reduções".
“Temos uma indústria local (de fabricação de materiais para construção), mas ela depende da importação de matérias-primas para transformá-las em produtos acabados”, afirmou.
Embora tenha acrescentado que o preço do vergalhão e do cimento se manteve estável nos últimos meses, o representante do setor de materiais de construção alertou que não se prevê, no momento, uma redução no custo dos materiais.
Ele revelou que o preço de peças e tubos de plástico havia aumentado novamente recentemente. Ele afirmou: "Não estou otimista de que as coisas se normalizem ou que os preços comecem a cair tão cedo.".
Ele afirmou que, além dos preços elevados, também há escassez de materiais, o que tende a aumentar os preços.
Ele revelou que o preço das peças e tubos de plástico havia aumentado novamente recentemente. "Não estou muito otimista de que as coisas se normalizem ou que os preços comecem a cair em breve", disse ele.
O presidente da Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (Acoprovi), Jorge Montalvo, informou que o aumento nos preços dos materiais de construção fez com que o custo da habitação no país disparasse entre 25% e 30% por metro quadrado no último ano.
Importações e medidas
“Acho que eles (Acoprovi) foram muito conservadores. O setor da construção civil, do qual também fazemos parte, sofreu um duro golpe com essa situação, principalmente com a importação de matérias-primas e produtos acabados da China. Além dos preços altos, há também escassez de materiais, o que tende a aumentar os preços”, explicou Arturo Espinal.
O presidente da Asodefe indicou que, antes da pandemia, o transporte marítimo da China para o país custava entre US$ 2.500 e US$ 3.800, e que atualmente o valor está entre US$ 18.000 e US$ 20.000, além do aumento no custo das mercadorias.
“Você compra dez mil dólares em cerâmica, que é enviada por caminhão, e antes você pagava 1.800 ou 2.000 dólares pelo transporte marítimo e 500 dólares pelo seguro. O total ficava entre 12.000 e 13.000 dólares. E a isso, o governo soma e cobra o ITBIS (IVA) e tarifas sobre o valor total. Então, o que acontece? Agora temos transporte especulativo, e o governo o trata como tal e lucra com isso. É por isso que a Direção-Geral das Alfândegas bateu seu recorde de arrecadação”, criticou.
Ele afirmou que o Estado possui ferramentas para reduzir o preço de todos os produtos importados.
“Tivemos uma reunião com o Ministro da Indústria, Comércio e Pequenas e Médias Empresas, Vítor Bisonó, e apresentamos a ele uma proposta que provavelmente reduziria as importações da China em pelo menos 20%, mas o governo não quer sacrificar sua receita”, afirmou. Aumento das vendas
Apesar do aumento nos preços dos materiais de construção, as vendas de cimento, tinta e estruturas metálicas registraram um aumento considerável no país durante o primeiro semestre de 2021, segundo dados do Banco Central.
As vendas de cimento cresceram 49,9% no primeiro semestre deste ano, em comparação com 2020, enquanto as vendas de tinta aumentaram 84,3%, de acordo com o Relatório Econômico Dominicano de janeiro a junho de 2021.
Da mesma forma, as vendas de estruturas metálicas aumentaram 68,1% e as dos demais materiais, 0,7%.
Arturo Espinal confirmou os dados publicados pelo banco referentes ao aumento das vendas de materiais de construção.
“Isso mesmo. O que aconteceu? A pandemia atrasou vários projetos que estavam em andamento, mas também, como resultado da pandemia, os dominicanos que vivem no exterior começaram a receber renda extra, as remessas dispararam e esses recursos foram usados para reformar casas e construir. Isso revitalizou o setor da construção civil”, explicou ele.




