SANTO DOMINGO- A ACOPROVI, Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários, destacou ontem a necessidade de a República Dominicana ter uma lei de locação que responda à realidade atual e ofereça garantias e segurança jurídica às partes.
“Pode se tornar uma ferramenta para desenvolver um mercado imobiliário para esses fins e proporcionar a possibilidade de acesso a moradias dignas para mais dominicanos”, declarou a entidade ontem, durante sua participação nas audiências públicas realizadas na Câmara dos Deputados.
Vários representantes compareceram ontem ao Congresso Nacional para expressar sua opinião sobre o projeto de lei relativo a aluguéis e despejos de imóveis, aprovado em primeira leitura pela Câmara dos Deputados.
Por sua vez, Reyna Echenique, representante da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI), argumentou que as modificações propostas deveriam incluir uma revisão do aspecto do pagamento do aluguel em moeda estrangeira.
Segundo sua opinião, a taxa de câmbio que deve prevalecer é necessariamente a do Banco Central.
Annerys Meléndez, presidente da ACOPROVI, afirmou que, como associação, “levantamos diversos pontos e apresentamos nossas observações, que foram devidamente registradas, e confiamos que serão levadas em consideração”.
Ela acrescentou que a associação acompanhará de perto o andamento da legislação, que espera ser aprovada para fortalecer o marco regulatório do setor.
A ACOPROVI reiterou a necessidade de aprovar a legislação, argumentando que os aluguéis têm sido "regulamentados" por normas com mais de 60 anos.
Diversas representações
Vinte setores participaram das audiências públicas realizadas ontem, terça-feira, na Assembleia Nacional, para coletar opiniões sobre o projeto de lei referente a aluguéis e despejos.
O projeto de lei ainda está em debate, a fim de se chegar a regulamentações que sejam aceitáveis tanto para proprietários quanto para inquilinos.
Pedro José Álvarez, que se identificou como “estatístico” de profissão, afirmou que atualmente 32,8% dos dominicanos “vivem em imóveis alugados”, o que, em sua opinião, representa cerca de três milhões de pessoas.
Ele acrescentou que, devido aos conflitos atuais entre as duas partes, o Estado deveria intervir e, portanto, criar uma comissão ou órgão responsável pelos aluguéis, proposta que foi apoiada por outros participantes.




