A Direção-Geral de Impostos Internos (DGII) procederá à reavaliação dos imóveis, para os adequar ao valor de mercado atual.
SANTO DOMINGO– Todos os imóveis cujo valor exceda o equivalente a uma casa popular (RD$ 5.025.380,75) pagarão 1% de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPI), de acordo com a proposta de Lei de Modernização Fiscal, apresentada ontem pelo Governo.
“O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPI) está sendo reestruturado, de modo que, a partir de agora, a isenção mínima será fixada no valor equivalente a uma residência popular (RD$ 5.025.380,75) e será cobrado um imposto de 1% sobre o valor excedente quando o valor dos imóveis for superior a esse montante. O valor total das benfeitorias e do terreno está incluído no patrimônio imobiliário tributável”, explicou Jochy Vicente, Ministro da Fazenda, ao apresentar os detalhes do projeto de lei no programa semanal “Con la Prensa”.
Ele afirmou que a República Dominicana é um dos países da região com o maior valor isento (USD 175.557,9), citando casos de vários países onde o valor isento é muito menor.
“Os imóveis são visíveis e registrados publicamente, o que torna a sonegação fiscal mais difícil em comparação com outros tipos de renda ou patrimônio”, argumenta a proposta que será apresentada nesta terça-feira, 8 de outubro, ao Congresso Nacional.
Vicente argumentou que nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma organização internacional composta por 37 estados, cujo objetivo é coordenar políticas econômicas e sociais e contribuir para o crescimento e expansão de seus membros, a receita do imposto predial representa, em média, 1,90% do PIB.
“Em nosso país, mal conseguimos arrecadar 0,2% do PIB, o que é praticamente nada. O Imposto sobre Imóveis de Refúgio foi concebido para arrecadar muito pouco. Para começar, a isenção atual é muito alta”, explicou ele.
Ele acrescentou que as leis de incentivo atuais concedem isenções a imóveis de alto valor que deveriam pagar impostos, mas que se beneficiam da isenção prevista em uma lei específica. "Definir a isenção fiscal no nível de preço de uma casa de baixo custo é um parâmetro que nos permite proteger famílias de baixa renda, garantindo ao mesmo tempo que as famílias mais ricas contribuam de acordo com suas possibilidades", argumentou.
Ele afirmou que fortalecer o papel dos impostos sobre a riqueza é fundamental para aumentar a progressividade do sistema.
"O fato de os impostos sobre a propriedade serem um meio eficiente e equitativo de arrecadar receita reforça fortemente a necessidade de aproveitar seu potencial, tornando a base tributária mais transparente.".
O IPI
Trata-se de um imposto anual aplicado ao valor total dos ativos imobiliários tributáveis registrados por pessoas físicas e jurídicas.
Atualmente, o imposto incide sobre imóveis avaliados em mais de RD$ 9.860.649,00. O pagamento é feito em duas parcelas semestrais. O prazo para o pagamento da primeira parcela é 11 de março e o da segunda, 11 de setembro de cada ano. Este imposto aplica-se a todos os tipos de imóveis, incluindo residências, terrenos urbanos e edifícios utilizados para atividades comerciais, industriais e profissionais.
Os valores dos imóveis aumentarão
O funcionário também afirmou que a Direção-Geral de Impostos Internos (DGII) procederá à reavaliação dos imóveis para refletir seu valor de mercado atual.
O ministro explicou que, devido à falta de reavaliação dos imóveis, a arrecadação de impostos diminuiu. "A última reavaliação foi realizada em 2013, o que resultou em uma queda na receita proveniente de rendimentos mais altos.".




