SANTO DOMINGO.- Ao contrário de outros países, a República Dominicana possui a característica única de ter vinculado a confiança ao desenvolvimento imobiliário por meio da Lei 189-11, o que possibilitou o desenvolvimento de projetos com grande impacto social para o país.
O gerente-geral da Fiduciaria Reservas, Andrés Vander Horst Álvarez, assegurou ontem que o fundo fiduciário público possibilitou a realização de projetos de grande escala com significativo impacto social na República Dominicana, utilizando recursos externos ao Orçamento Nacional, com alto nível de transparência e operação eficiente.
Em sua palestra "Fundos Fiduciários Públicos como Investimento Nacional: Perspectivas para Boas Práticas em Transparência e Auditoria", proferida durante o encerramento do XVI Congresso Internacional de Finanças e Auditoria (CIFA) e do XXI Seminário Latino-Americano de Contadores e Auditores (SELATCA), Vander Horst Álvarez destacou que, consequentemente, 90% das transações do país são de fundos fiduciários imobiliários, sendo a maioria de baixo custo, o que levou à construção de mais moradias desse tipo nos últimos 10 anos do que em toda a história da nação.

Andrés Vander Horst Álvarez, durante seu discurso. (Fonte externa).
No entanto, ele afirmou que o fundo fiduciário público, regulamentado pela Lei 28-23, constitui uma alternativa de financiamento especializada fora da dívida pública normal, a fim de desenvolver obras de infraestrutura, transporte e outras áreas de interesse público.
Entre os fundos públicos que ele detalhou e descreveu como tendo um impacto social e econômico significativo na República Dominicana estão: RD Vial, que emitiu títulos no valor de até RD$ 50 bilhões; VBC RD, composto por mais de 25.000 casas, incluindo Ciudad Juan Bosch; Mi Vivienda, que já entregou 3.900 unidades habitacionais; e Pro-Pedernales, uma iniciativa que já arrecadou mais de RD$ 12 bilhões por meio de investimentos de diversos fundos do mercado privado.
"A confiança pública veio para ficar, e cabe a nós defender esse instrumento para dar à economia dominicana um senso de confiança, algo necessário para que ela continue crescendo", afirmou Vander Horst.
A inteligência artificial não substituirá os seres humanos
A inteligência artificial não substituirá os humanos, embora apresente desafios significativos de adaptação para profissionais, incluindo aqueles nas áreas de auditoria, gestão de riscos, marketing e outras áreas de negócios que podem usar essa ferramenta tecnológica para otimizar suas funções, concluíram especialistas em transformação digital e tecnologia no XVI Congresso Internacional de Finanças e Auditoria (CIFA) e no XXI Seminário Latino-Americano de Contadores e Auditores (SELATCA).
Durante três dias, mais de 300 profissionais do setor financeiro, de instituições públicas e privadas, reuniram-se em eventos simultâneos organizados pela Associação de Bancos Múltiplos da República Dominicana (ABA) e pela BDO Business School.
Ángela Nieto, Vice-Presidente Sênior de Transformação Digital e Tecnologia da Informação do Banco BHD, comentou que a Inteligência Artificial (IA) é muito útil para o setor bancário, pois permite a criação de modelos para satisfazer os usuários de forma especializada e individualizada.
"Sempre precisaremos de pessoal humano para gerenciar essas ferramentas", destacou Nieto, observando que empatia, criatividade, amor, compaixão, flexibilidade, intuição e outras qualidades não podem ser substituídas artificialmente. Ele acrescentou que os profissionais devem se concentrar no desenvolvimento de tarefas que exijam contribuição de valor agregado ao usar IA.
À luz da transformação digital, Edwin Reyes, vice-presidente de Auditoria de Tecnologia da Informação do Banco Santa Cruz, destacou a importância de mudar a forma como as organizações operam, tomam decisões e fornecem serviços de valor agregado, a fim de impactar positivamente os usuários.
Ele observou que a IA apresenta desafios para diversas áreas organizacionais. Ao descrever os desafios para os auditores, destacou que eles podem aproveitar a IA para otimizar os controles e avaliar os riscos, melhorando assim a eficácia dos processos internos.
A IA também pode ser útil na prevenção da lavagem de dinheiro e do financiamento do terrorismo, como explicou o consultor independente Juan Carlos Medina, que enfatizou a importância da qualidade dos dados fornecidos a essa ferramenta. Ele ressaltou que o bom senso dos responsáveis pela conformidade e das entidades sujeitas à Lei 155-17 é vital para o uso eficaz dessa ferramenta.




